quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

ADORAR É PRECISO



Adoração Eucarística

Contemplar o mistério celebrado - É preciso rezar sempre. O Mistério Eucarístico é o maior sinal da nossa fé.A adoração eucarística deve brotar da celebração.Somente um coração humilde será capaz de contemplar.O culto eucarístico fora da Missa nasce da celebração da Eucaristia.

A adoração eucarística, pessoal ou comunitária, deve brotar da celebração do memorial da Páscoa do Senhor e a ele conduzir. Essa prática orante alcança o seu maior significado na medida em que está em sintonia com o que a Eucaristia é e realiza: a Aliança de Deus com o seu povo, a construção da Igreja – “escola e casa de comunhão”. 

Portanto, não pode haver concorrência entre a Eucaristia celebrada e a adoração eucarística. O verdadeiro adorador é alguém que participa plenamente da Ceia do Senhor, recendo o Pão da Vida e tomando do Cálice da Salvação. Na prece silenciosa diante da Eucaristia, fazer passar pelo coração (recordar) as maravilhas de Deus. Alguém que ama verdadeiramente a sua comunidade eclesial, não recusa o serviço aos irmãos e irmãs! Assim, prolonga a Eucaristia na vida.

“É preciso rezar sempre e nunca desistir” (Lc 18). Esse conselho de Jesus, suscitou inúmeras experiências orantes na Igreja. A adoração eucarística é uma dessas experiências de oração incessante. 

Acolher a Presença

Só um coração humilde pode se recolher em oração silenciosa diante de Jesus na Eucaristia. Sem uma visão das diversas dimensões da Eucaristia, não será possível compreender e apreciar a adoração eucarística. Ela supõe uma atitude de fé na presença sacramental, permanente e dinâmica de Jesus na Eucaristia. Trata-se de contemplar, numa atitude orante, os sinais eucarísticos. No dizer de Paulo VI, essa relação pessoal com o Senhor favorece um contínuo crescimento na fé e prolonga a graça do sacrifício eucarístico. Uma espiritualidade eucarística renova! A adoração eucarística está em estreita sintonia com o Mistério Pascal e com a participação na Ceia do Senhor. Somente um coração humilde poderá beneficiar-se dessa Presença de comunhão.

“Nós adoramos o que conhecemos” (Jo 14,22)

O Mistério Eucarístico é o maior e o mais expressivo dos sinais da fé. Guiada pelo Espírito Santo, a Igreja expressa sua fé na presença de Jesus na Eucaristia, conservando o pão eucarístico para ser levado aos doentes, aos moribundos e para receber a adoração que só é devida a Deus. “Ninguém coma dessa carne sem primeiro adorar...; não só não pecamos adorando-a, mas pecaríamos se não a adorássemos!”, já dizia Santo Agostinho [...]. 

A adoração a Jesus no Santíssimo Sacramento leva “os verdadeiros adoradores que o Pai procura” a uma profunda comunhão com o Pai, no Espírito que ora em nós. Ao contemplar o Pão Vivo que desceu do céu para a vida do mundo, sentimos toda a força da expressão: por Cristo, com Cristo e em Cristo, a vós Deus Pai todo-poderoso, toda honra e toda glória, agora e para sempre!Como anda a sua vida de adorador (a)?



Santuário de Fátima – Portugal

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

AJUDE A SALVAR VIDAS


GRUPOS DE NOVENAS E TODA COMUNIDADE



VEM SENHOR JESUS! 

SANTIDADE É DOM DE DEUS E DOAÇÃO DOS HOMENS



Um novo sorriso de Deus



Nesta última edição do ano quero escrever esta coluna dizendo que conheci um Santo que andava por entre as pessoas, que levava Deus em seu sorriso e sua ternura a cada um que passava por sua vida. Esta pessoa extraordinária é Dom Luciano Mendes de Almeida, o arcebispo santo que deixou atrás de si um rastro de amor e luz.

Um homem que marcou a história de São Paulo, de Minas Gerais e da Igreja do Brasil como um todo. Figura conhecida e reconhecida pelo mundo afora, pois irradiava alegria e cativava aos seus interlocutores. Brilhante pela inteligência, pela memória prodigiosa, mas marcante pelas suas virtudes, sendo a que melhor o define: a caridade. 

Nascido no Rio de Janeiro em 5 de outubro de 1930, dom Luciano tornou-se jesuíta ainda jovem, trabalhando na Companhia de Jesus, dos 17 aos 45 anos de idade, onde obteve destaque no trabalho com detentos nas cadeias em Roma. Foi bispo auxiliar em São Paulo, antes de ser nomeado arcebispo de Mariana, em 1988 até 2006. Foi também secretário geral e presidente por dois mandatos consecutivos da CNBB.

Um bispo que aprendeu a ver Nosso Senhor na pessoa dos mais simples e humildes a quem procurava servir com todo o seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua inteligência. Foi um trabalhador incansável da causa das crianças e dos menores, sendo ele um dos criadores da Pastoral do Menor. 

Um dos seus grandes presentes para a Igreja e para cada um de nós, é amor que não olhava aparência, um amor que ia até o coração e que se transformava em atitudes e serviço. Uma de suas famosas frases é: “Em que posso lhe ajudar?”. Uma frase tão simples, mas que quando vivenciada na caridade pode fazer a diferença na vida de que a escuta. 

Homem de fé e de esperança, que nem o acidente que quase o vitimou tirou o brilho de seu olhar quando ainda internado e não podia falar. Recuperou-se e continuou a levar Deus nas suas palavras e no seu exemplo de humildade. Ele morreu aos 75 anos, ao lado da família e dos amigos, por falência múltipla de órgãos, em São Paulo, consequência de um câncer no fígado, após ficar internado por 40 dias no Instituto Central do Hospital das Clínicas. Este sofrimento seria a sua última entrega à vontade do Senhor a quem tanto amou e serviu.Nasceu, viveu e morreu na pobreza. Nasceu amado, viveu amado, viveu amando, morreu amando, morreu amado. 


Quem tiver notícias de graças alcançadas pela sua intercessão e que possam ser úteis para o processo de beatificação de Dom Luciano pode enviá-las ao Tribunal da Arquidiocese de Mariana, localizado à Rua Direita, 102, no Centro. CEP: 35.420-000. Mariana (MG), ou entrar em contato com a Paróquia Santa Teresinha de Cumbica.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

ADVENTO É....


ESPIRITUALIDADE



Alma inquieta, alma amante, alma amada


“Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele” (1Jo 4,16). Estas palavras são o eco dos mais íntimos sentimentos que brotam do coração do discípulo amado como um canto triunfal. Com palavras parecidas estremece a alma de Santa Teresinha quando expressa sua fé no Amor Infinito de Deus. Sua santidade, sua doutrina, toda a sua vida, são a manifestação dessa fé. A fé no Amor, fé firme, sensível, ingênua, é a essência do espírito de Teresinha, seu mais íntimo segredo.
Fala-se muito, e não sem fundamento, do amor de Teresa a Deus Nosso Senhor. O amor é o motor de seus atos, o término da sua perfeição; seu selo característico. Teresa é amor filia vivente, o Evangelho vivido. “Nada me deu Deus, senão amor”. “Já lhe disse: o único que vale é o amor”. Porém quando perguntada qual foi à raiz, o verdadeiro segredo desse amor a Deus, ela vai dizer: “A fé no Amor de Deus”. A razão deste esquecer-se de si e entregar-se é que ela vive esta fé com sensibilidade, com tão encantadora naturalidade e profundidade, que sentimos sua influência sem questionamentos.
A oração nada mais é do que “uma amizade com quem sabemos que nos ama”. Na grande mente contemplativa, a condição primeira e indispensável para que reine essa amizade entre Deus e a sua alma é, que deve partir dela uma fé firme no Amor que Deus tem por ela. Fé divina que traz a certeza e segurança de que é amada pelo Todo Poderoso.

Ela viveu essa grande verdade, não podia pensar em Deus sem pensar na luz da grande expressão de São João: “Deus é amor”. Não diz isso apenas da boca para fora, mas da sua vivência. Quando pequena ficou órfã de mãe, e adquiriu a experiência do amor a Deus, a partir do amor a seu pai, um amor paterno, cheio de ternura e solícito. A partir disso pode dizer que Deus é bom, que Deus é nosso Pai, sua alma de menina se sente naturalmente inclinada a representar Deus na imagem do seu pai na terra. Assim Deus se apresenta ao seu espírito e, sobretudo, ao seu coração como um verdadeiro Pai, o Pai que mais ama, que mais tem terno que sintetiza em Si mesmo a verdadeira e autêntica Paternidade no seu mais alto grau.

A atmosfera em que viveu e se expandiu a alma de Teresa, foi desde o princípio, a fé no amor paternal de Deus, no amor de Deus seu Pai, diante do qual se vê como uma pobre criança. Nesta fé encontra-se a raiz de onde brota toda a sua vida espiritual com suas virtudes características: amor, humildade, confiança, abandono alegre. Estas virtudes, tão sensíveis e tão evangélicas, são como o fruto espontâneo da fé no Amor de um Deus Bom. Ele mesmo depositou na alma de Teresa, com um grão de mostarda destinado a converter-se em árvore frondosas.
Alma privilegiada! Diriam alguns. Certamente! Porém seu privilégio consistiu não tanto em haver recebido esse dom, mas em compreender o que havia recebido. Por isso, como ela nos ensinou, temos o mesmo privilégio: somos objetos do amor paternal de Deus nosso Pai. Sua vida é sensivelmente uma vida de fé, fé essencialmente evangélica, fé no amor de Deus a humanidade. Sua alma tem a certeza de que é infinitivamente amada. E para corresponder a este chamamento do amor, só tem um desejo, um ideal: amar! A fé pura é um farol que a ilumina e a sua luz caminha sem quietude, sem vacilar.

Quando as sombras invadem seu espírito, será também sua fé, fé certa do Amor do seu Pai, quem vai guia-la e sustenta-la. Esclarece-nos ela mesma: “É tão doce servir a Deus na noite da tribulação!”. “Não temos mais que esta vida para viver de fé”. A prova suprema foi a eclipse de sua fé durante um ano e meio: “por que este eclipse?”. Quis, sem dúvida, Deus nosso Senhor purificar a fé de Teresa, aperfeiçoar sua alma, despojando-a de todo o sensível e intelectual. Assim chegou a consumação da santidade.

A fé evangélica é um olhar ao amor, dela brota a inteligência das coisas divinas. “Creio para entender”.

Leandro Koenig