Notícias da igreja e do mundo

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domingo, 20 de julho de 2014

O valor da amizade


Eis a ideia para vocês refletirem ao longo da semana: "o valor da amizade".
A Bíblia nos diz que não há nada que se compare a um amigo fiel. E tem razão, porque, de fato, é muito bom ter um amigo de verdade!

Como é bom ter:
- alguém que me conheça perfeitamente, e me compreenda;
- alguém que se interesse de verdade por mim, que me escute de bom grado;
- alguém que me respeite e me admire, apesar dos meus defeitos;
- alguém com quem eu certamente possa contar quando precisar;
- alguém em quem eu possa confiar sem restrições e com quem me sinta completamente à vontade.

De fato, pois um amigo é alguém “com quem nos atrevemos a ser o que somos verdadeiramente. Nossa alma pode se mostrar sem máscaras a ele. Com ele não é necessário estar precavido. Podemos dizer tudo quanto pensamos, exprimir todos os nossos sentimentos. Nada o surpreende, nada o ofende (...) Com ele respiramos livremente. Podemos ficar à vontade, tirar o paletó e desabotoar o colarinho, confessar nossas vaidades, nossas invejas, nossos ódios e ímpetos de má intenção, nossa mesquinharia e nossas práticas absurdas. À medida que nos abrimos com ele, tudo isso se perde no oceano puro da lealdade” (Frank Crane).

Nada se compara a um amigo e, no entanto, quão poucos amigos, amigos de verdade, as pessoas costumam ter! E isso se deve a uma série de motivos. Vejamos alguns deles:
a) o egoísmo: Todos nós temos uma tendência bastante grande a “centrar-nos em nós mesmos”, a viver imersos numa bolha egoísta. Nossas preocupações costumam ser o nosso trabalho, o nosso fim de semana, o nosso corpo, o nosso bem-estar, o nosso descanso, o nosso futuro etc.

Esse é o primeiro ponto. E é fundamental. Não adianta darmos a desculpa de que moramos numa cidade grande, de que não sobra tempo para pensarmos-nos outros, de que o trabalho está muito puxado etc. Tudo é uma questão de ordem e prioridade. Se os outros são a prioridade da minha vida, terei muitos amigos!

b) gastar tempo com bens materiais: televisão, videojogos, smartphones, internet: Como custa sair de casa para visitar um amigo, costumamos buscar alternativas para encontrar a felicidade. E aí passam a ocupar o tempo diversões que nunca substituirão a alegria de uma amizade: a televisão, os videojogos, os smartphones, a internet etc.
Nesse sentido, não é preciso dizer que ter mil e trezentos amigos no Facebook não quer dizer praticamente nada. Será que poderemos contar com esses mil e trezentos amigos na hora de um aperto? Além disso, sabemos que a amizade virtual está longe de ser uma verdadeira amizade.

c) falta de interesse pelos outros: Será que eu me interesso pelos outros? A palavra interesse vem de "inter esse": entrar no ser, entrar na pele do outro. Preocupo-me de verdade com os problemas e com suas alegrias das pessoas que vivem ao meu redor? Seja esta pessoa quem for? Muitas novas amizades começarão a partir dessa atitude.

d) não quebrar esquemas para estar com os amigos: Existe um egoísmo velado que se chama “esquema de vida”. O egoísta não costuma sair um milímetro do seu confortável "esquema de vida". No entanto, para forjar amizades, precisamos sair do nosso esquema "intocável". Precisamos nos deslocar um pouco mais na hora do almoço para encontrar aquele amigo; precisamos dar uma escapada no final do expediente para tomar um café com aquele outro; e assim por diante. Tenho quebrado esquemas para estar com meus amigos?

f) não gastar tempo a sós com os amigos: Nenhuma amizade se forja sem gastar tempo a sós, com um amigo. Às vezes as pessoas pensam que têm amigos almoçando com quatro ou cinco amigos todos os dias, indo a uma balada com outros três etc. Um amigo é um tesouro! Mais ainda: como fomos feitos para o amor e não há amor maior do que amor a um ser humano, não há alegria que se compare a ter muitos amigos!
Invistamos na amizade, invistamos no ser (humano) e não no ter (bens materiais), e seremos muito mais felizes!


Pe. Paulo M. Ramalho – www.portaldafamilia.com.br

Dia da amizade


sábado, 19 de julho de 2014

Padre Cícero do Juazeiro


Nasceu no dia 24 de março de 1844, no Crato, Ceará, filho de Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana. Foi batizado no dia 8 de abril pelo Padre Manoel Joaquim Aires do Nascimento. Aos 7 anos, começou a estudar com o professor Rufino de Alcântara e fez sua Primeira Comunhão na matriz do Crato. Aos 12 anos fez o voto de castidade, influenciado pela leitura da vida de São Francisco de Sales, como ele próprio afirma no seu testamento. Seu pai, sabendo dos seus progressos na aula régia do prof. João Marrocos, o matriculou no famoso colégio do Padre Inácio de Sousa Rolim, em Cajazeiras, Paraíba. Em 1862 interrompeu seus estudos e retornou ao Crato para cuidar da sua mãe e irmãs solteiras, devido a morte inesperada de seu pai.
 Em março de 1865, ingressou no Seminário de Fortaleza, é ordenado em novembro de 1870. Regressando ao Crato, em 1871, cantou a sua primeira missa no altar de Nossa Senhora da Penha, na Matriz do Crato e durante esse ano foi professor no colégio ali fundado por José Marrocos. Em abril de 1872, com 28 anos de idade, retorna ao povoado de Juazeiro, onde fixou residência definitivamente.
 Iniciou a melhoria da capela do Juazeiro, dedicada a Nossa Senhora das Dores, padroeira do lugar, onde desenvolveu o seu trabalho pastoral, conquistando, desde então, a simpatia da comunidade. Em 1889, ocorreu a primeira manifestação dos poderes milagrosos a ele atribuídos, quando a hóstia colocada na boca da beata Maria de Araújo se transformou em sangue. O médico Marcos Madeira atestou como sobrenaturais os fenômenos por ele vistos e estudados das hóstias que se transformavam em sangue. Foi chamado à Fortaleza pelo bispo Dom Joaquim José Vieira para um AUTO DE PERGUNTAS sobre o que estava ocorrendo em Juazeiro, para onde é enviada uma primeira Comissão de Inquérito que confirma o que está ocorrendo e envia ao bispo um relatório considerando todos os fenômenos como sendo coisa divina.
O bispo não acata nem acredita no relatório, nomeando uma outra Comissão de Inquérito, tendo à frente o Mons. Antonio Alexandrino de Alencar, que mandou buscar a beata Maria de Araújo ao Crato. Ao ministrar-lhe a hóstia esta não se transforma mais em sangue. A Comissão fez um relatório desmentindo tudo e considerando um embuste o ocorrido em Juazeiro e envia-o ao bispo que o acatou, assinando uma portaria, na qual estipulava as seguintes sanções contra o Padre Cícero: ele não podia mais celebrar em Juazeiro, confessar nem pregar na diocese. Era também terminantemente proibido de falar sobre o assunto dos milagres e atender aos romeiros.
 Padre Cícero viajou então a Roma, onde teve uma audiência com o Papa Leão XII sendo absolvido de suas penas. Porém o Bispo do Ceará, Dom Joaquim Vieira, publicou a sua pastoral nº 4, decidindo que o sacerdote não poderia celebrar, confessar ou fazer sermões, enquanto não viesse de Roma o decreto de reabilitação.
 Proibido de exercer suas funções eclesiásticas, tentou ajudar o povo de Juazeiro através do ingresso na vida política. Com a transformação de Juazeiro em município, foi nomeado pelo governador do Ceará, Nogueira Acioli, prefeito de Juazeiro. Em 1914, a Assembleia Legislativa do Ceará reuniu-se e, por maioria, reconheceu o Padre Cícero como 1º Vice-Governador do Estado.
 Em 1916, ele recebeu do novo bispo da diocese do Crato, Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, permissão para celebrar na Igreja de Nossa Senhora das Dores, após 24 anos de proibição. Voltando a celebrar começou a receber maior número de romeiros. Alguns comerciantes haviam mandado fabricar medalhas com a sua efígie o que não agradou ao novo bispo. Quando solicitou autorização a Dom Quintino para ser padrinho de uma criança que ia batizar-se, o bispo desgostoso com a notícia de que estavam vendendo medalhas com o retrato do Padre, negou a autorização para apadrinhar e determinou que, a partir daquela data, não mais deveria celebrar.

 Não se revoltou nem reagiu, aceitou com humildade a decisão do seu bispo, dedicando-se totalmente ao bem da sua cidade de Juazeiro. O povo amava o seu padrinho sofredor. Morreu, no dia 20 de julho de 1934, às 5h da manhã, aos 90 anos, sendo enterrado no dia 21, na presença de mais de 70 mil pessoas.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Dízimo



O nosso Dízimo é uma das formas de agradecimento concreto, a Deus, por tudo que d’Ele recebemos. Todas as pessoas de fé do antigo testamento devolveram o dízimo, que sempre foi retirado do fruto do trabalho.
Também nós devemos praticar desta maneira, tal como aprendemos por meio da Palavra de Deus. Quando recebemos o nosso salário, fruto de nosso trabalho, somos chamados, por Deus, a separar uma parte e devolvê-la na Igreja, para que a evangelização não fique prejudicada.
Como podemos observar o dízimo é muito importante para que a comunidade cresça. Algumas coisas atrapalham esta devolução: - como a desconfiança em quem trabalha com o dízimo e no padre principalmente, vale lembrar que se usarem de maneira indevida estarão cometendo um pecado grave e responderão diretamente a Deus; o desconhecimento também atrapalha muito, pois sem consciência de fé não se consegue fazer esta opção transformadora que nos aproxima de Deus.
Seja dizimista, seja um dizimista fiel! A sua Igreja agradece.