sábado, 23 de junho de 2012

Meio do ano. E daí?




Junho é um mês muito especial devido a tantas festas importantes que ocorrem neste período, como Santo Antonio (13), Sagrado Coração de Jesus (15), Imaculado Coração de Maria (16), São João Batista (24) e São Pedro (29). Datas estas tão tradicionais e que recordamos sempre e com carinho. Mas vale lembrar também que chegamos ao meio do ano, lá se foram 6 meses de 2012 e como vai a nossa vida até agora? Ou ainda nos perguntamos: o que vamos fazer ainda até o final do ano? São perguntas até simples, mas que requerem de nós um pouco de tempo para pensar e responder com atenção e sinceridade.

Não sendo maldoso, mas ao mesmo tempo sendo, será que vamos esperar chegar o dia 31 de dezembro para fazermos essa reflexão de como foi este ano? Digo isto, porque se analisarmos como foram esses meses até agora, temos a chance de ver o que foi feito, o que não foi feito e onde é preciso melhorar para que no final do ano o nosso saldo seja positivo em todos os sentidos.

Alguns falam que é mal de brasileiro deixar tudo pra última hora, mas essa é uma daquelas tradições bestas que devemos deixar de lado, pois a falta de reflexão e equilíbrio sobre as coisas da vida e dos acontecimentos fazem com que repitamos muitas vezes os mesmos erros; errar é humano, insistir nos erros...; vejamos atentamente o quanto não nos planejamos ou não nos preparamos para enfrentar os desafios da vida.

Pergunte-se: Quais foram as minhas realizações até o presente momento? Daquilo que havia planejado para  este ano e o que já fiz até agora? O que deixei de fazer e por quê? Assim você terá uma base para não ficar reclamando daquilo que não tem e sairá em busca àquilo que realmente é válido e necessário e agradecer a Deus pelo que já é seu e foi conquistado com esforço e dignidade.

É preciso acreditar que temos capacidade e força para sermos melhores a cada dia, isto é uma virtude que Deus nos dá quando disse: “trabalhai porque estou convosco” (Cf. Ag 2,4), ou como é dito popularmente:  “se ajude que eu te ajudarei”. Ele já confiava na nossa capacidade, mesmo quando nós, muitas vezes, nos achamos fracos e sozinhos. As tarefas, os deveres e as obrigações, assim como os problemas, podem parecer grandes demais. Experimentamos algumas vezes o fracasso em muitos projetos e até nossa fé parece ser pequena e frágil.

Diante de tudo isso resta-nos a entrega total ao nosso Mestre e Senhor que nos ensina a ter firmeza para carregar a cruz e nos lembra a cada dia da sua presença junto àqueles que a Ele se confiar: “estarei  convosco até os fins dos dias”. Que neste mês possamos refletir, planejar, discernir, decidir e caminhar mais firme e ao lado d’Aquele que tudo pode e tudo é, assim sempre teremos as nossas forças revigoradas. Em Cristo encontramos o consolo, alegria e ânimo para nunca desistir dos nossos sonhos ou da nossa fé.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

CNBB adverte em Nota: “a sociedade espera e exige a investigação de toda suspeita de corrupção”


coletivajunho2012Os membros da Presidência da CNBB apresentaram na manhã desta sexta-feira, 22 de junho, Nota Oficial da Conferência a respeito da ética pública manifestando indignação e perplexidade da sociedade brasileira diante de fatos políticos e administrativos que contrariam a ética pública e o bem comum.
Essa situação “chega mesmo a colocar em xeque a credibilidade das instituições, que têm o dever constitucional de combater a corrupção e estancar a impunidade”, destaca a Nota. Os bispos também lembraram um trecho de um documento da Conferência, Ética, Pessoa e Sociedade, publicado há 19 anos no qual se perguntava: “como não denunciar a grande criminalidade dos que desviam, em proveito pessoal, enormes somas dos órgãos públicos, provocando escândalo e revolta, muitas vezes impotente, da parte dos humildes, a quem estavam destinados esses bens?”.
Outro aspecto lembrado foi a pergunta sobre a impunidade: “como não solicitar que os crimes mais graves sejam punidos e que a lei não seja severa apenas com os pequenos infratores, sem jamais atingir os poderosos e espertos?”. Os bispos reafirmam ainda, nesse questionamento de 1993, uma pergunta sobre a capacidade da população de continuar acompanhando tudo sem ter uma resposta firme e rápida da Justiça: “como tolerar que a um grande número de denúncias comprovadas de corrupção e prejuízo dos cofres públicos não corresponda a igual número de punições e ressarcimentos? A impunidade é um incentivo constante para novos crimes e novas violências”.
Quase duas décadas de passaram da publicação desse documento, e a situação continua sugerindo as mesmas preocupações. A Nota afirma: “O senso de justiça, sempre presente na consciência da nação brasileira, é incompatível com as afrontas ao bem comum que logram escapar às penas previstas, contribuindo para generalizada sensação de que a justiça não é a mesma para todos”.
Na Coletiva, bispos ainda reapresentaram a Nota sobre a Rio + 20 que havia sido divulgada no dia 20 de junho.
Leia a Nota na íntegra sobre a ética pública:
Nota da CNBB sobre a ética pública
“Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam ao chão” (Am 5,7)
Fatos políticos e administrativos, que contrariam a ética pública e o bem comum, têm sido fartamente divulgados pela Imprensa, provocando uma reação de indignação e perplexidade na sociedade brasileira. Chega-se mesmo a colocar em xeque a credibilidade das instituições, que têm o dever constitucional de combater a corrupção e estancar a impunidade, que alimenta tal prática.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, solidária a este sentimento que inquieta a população, vem, através do Conselho Permanente reunido em Brasília de 20 a 22 de junho, manifestar, mais uma vez, sua grave preocupação com estas suspeitas de violação aos princípios da moralidade e da legalidade consubstanciados na Constituição Federal.
Já em 1993 a CNBB questionava: “Como não denunciar a grande criminalidade dos que desviam, em proveito pessoal, enormes somas dos órgãos públicos, provocando escândalo e revolta, muitas vezes impotentes, da parte dos humildes, a quem estavam destinados esses bens? Como não solicitar que os crimes mais graves sejam punidos e que a lei não seja severa apenas com os pequenos infratores, sem jamais atingir os poderosos e espertos? Como tolerar que a um grande número de denúncias comprovadas de corrupção e prejuízo dos cofres públicos não corresponda igual número de punições e ressarcimentos? A impunidade é um incentivo constante para novos crimes e novas violências” (CNBB, Ética, Pessoa e Sociedade, n. 143, 1993).
O senso de justiça, sempre presente na consciência da nação brasileira, é incompatível com as afrontas ao bem comum que logram escapar às penas previstas, contribuindo para a generalizada sensação de que a justiça não é a mesma para todos. Todo cidadão tem o direito à correta gestão de assuntos e serviços públicos, afastando-se a deletéria, porque corrupta, conduta dos governantes de tratar a coisa pública, o patrimônio e negócios públicos, como objetos pessoais postos a usufruto particular e partidário, e à satisfação de caprichos egoístas.
A sociedade brasileira espera e exige a investigação de toda suspeita de corrupção bem como a consequente punição dos culpados e o ressarcimento dos danos. O que temos assistido, no entanto, parece apontar em direção oposta quando muitos fatos, no passado e no presente, ficam sem solução e caem no esquecimento. Isso explica o crescente desencanto da sociedade com as instituições públicas. Os mecanismos que têm a responsabilidade de passar a limpo as corrompidas estruturas do país caem no descrédito e ficam desmoralizados se não cumprem o papel a que se destinam. Nenhum outro interesse pode subjugá-los senão o do resgate da ética no trato com a coisa pública.
Reafirme-se que a força dos três poderes da Repúbica está na sua harmonia, no pleno respeito à sua correspondente independência e autonomia. Os que respondem diretamente por seu funcionamento, no entanto, nunca se esqueçam de que o poder que exercem provém da sociedade.  Da mesma forma, o agente político se recorde de que é seu dever ultrapassar as fronteiras político-partidárias, as condicionantes de oposição-situação, para colocar-se a serviço do Estado e da sociedade, sem confundir jamais o público com o privado, o que constituiria grave ofensa à legislação e desrespeito à sociedade.
No compromisso de construir uma sociedade justa e solidária, inspire a todos a palavra de Jesus Cristo: “Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não. O que passa disso vem do Maligno” (Mt 5,37).
Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, abençoe nosso povo e anime sua esperança!
Brasília, 22 de junho de 2012
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

TESTAMENTO ESPIRITUAL – Dom Luiz Gonzaga Bergonzini


Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, Amém.
Às vésperas de completar 50 anos de Vida Sacerdotal – fui ordenado Presbítero aos 29/06/1959-, já com 72 anos de idade, sentindo que estou cada vez mais perto de meu encontro com o Pai, a seu chamado, quero reafirmar com todo o meu ardor, minha fé no Pai que me criou, no Filho que me salvou e no Espírito Santo que me consagrou pelo Batismo, pela Crisma e pelo Sacramento da Ordem no seu mais alto grau, o Episcopado.
Reafirmo minha fé em tudo quanto Cristo Jesus nos revelou e confiou à Igreja por Ele fundada, a Igreja Católica, Apostólica Romana, verdadeira depositária da Revelação Escrita e Oral.
Assim sendo, reafirmo a minha Fé não só nas Escrituras Sagradas dos dois Testamentos, como também na Tradição Católica exercida pelo Magistério da Igreja, em tudo o que ela propõe à nossa fé. Em especial quero manifestar minha devoção e obediência ao Santo Padre o Papa, Cristo visível na terra.
Peço a Deus perdão de meus pecados e infidelidades. Num retrospecto de minha vida, tenho consciência de que poderia ter sido melhor, menos pecador e infelizmente não fui. Peço a Deus, que é Pai e rico em misericórdia, conceda-me o seu perdão.
Peço perdão a todos que, seja por palavras, seja por atitudes, eu tenha ofendido.  A todos peço perdão. Não guardo ressentimento de quem quer que seja e se alguém se julgar culpado de algo, sinta-se totalmente perdoado.
Aos meus queridos padres, “fiéis colaboradores” do meu ministério, menina de meus olhos, que sempre constituíram a minha maior preocupação, peço perdão se, – no desejo de vê-los cada vez mais “padres”, mais “pastores”, mais zelosos, mais apostólicos, mais santos – tenha exagerado no meu zelo, chegando a magoá-los com minhas palavras ou atitudes. Peço que sejam misericordiosos comigo e me perdoem. Podem crer, posso ter errado, sim, mas com uma vontade de acertar, fazer a vontade de Deus e ser fiel à minha missão. Se alguma vez dei mau exemplo, perdoem-me.
Às Religiosas, esposas de Cristo, sempre solícitas pelo meu bem, que Deus as recompense por todo bem que me fizeram. Alem disso, confiou em suas preces, em sufrágio de minha alma.
Aos queridos seminaristas deixo esta mensagem-testemunho: “Vale a pena ser padre”, desde que segundo o coração de Deus. Coragem, não se deixem vencer pelo cansaço e nem desanimem diante das dificuldades – o caminho de seguimento de Cristo é cheio de pedras e espinhos; Ele não prometeu facilidades a quem quisesse segui-Lo, ao contrário, sentenciou: “quem quiser me seguir, tome a sua cruz e siga-me”.  Rezem, estudem, enfrentem as dificuldades. Tenham grande amor à Eucaristia que é a maior riqueza do sacerdócio e sejam devotos da Virgem Santíssima, Mãe dos sacerdotes.
Recomendo-me à Santíssima Virgem, “ Imaculada Conceição“ que me acompanhou em toda a minha formação presbiteral no Seminário menor “Maria Imaculada” de Ribeirão Preto, durante seis anos; no Seminário maior “Imaculada Conceição” do Ipiranga, nos estudos de Filosofia e Teologia.  Por gratuidade de Deus, Ele me quis Bispo da Diocese de Guarulhos, dedicada à Imaculada Conceição”.  Assim como ela, sempre unida a Cristo, recebeu-O morto em seus braços, que Ela me receba em seus braços quando o Pai me chamar.
A todos: padres, religiosos(as), seminaristas, a todos os diocesanos e amigos, peço a caridade de suas preces em sufrágio de minha alma e peçam a Deus que seja misericordioso comigo, recebendo-me em sua glória.
Guarulhos, 11 de março de 2009.
+ Luiz Gonzaga Bergonzini
            Bispo de Guarulhos
Esclarecimento:  Dom Luiz Gonzaga Bergonzini deixou seu Testamento Espiritual, redigido em 11 de março de 2009,  por ocasião dos seus 50 anos de Sacerdócio,  em envelope lacrado, para ser aberto após a sua morte. O Testamento Espiritual foi aberto, no dia 18.06.2012,  em ato solene realizado por sua Exa. Revma., Dom Joaquim Justino Carreira, Bispo Diocesano de Guarulhos, na presença dos familiares de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini.  Na Missa de Sétimo Dia, no mesmo dia 18.06.2012,  Dom Joaquim Justino Carreira,  em sua homilia, leu o Testamento Espiritual de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, tornando-o público, e determinou que fosse divulgado por todas as formas possíveis.
Publicado em 21.06.2012, às 18:00h, hora da Ave Maria.
Por Pe. Berardo Graz

CHIARA CORBELA PETRILLO: UMA NOVA GIANNA BERETTA MOLLA

Jovem morreu por priorizar gravidez a tratamento de câncer

Salvatore Cernuzio

ROMA, segunda-feira, 18 de junho de 2012 (ZENIT.org) - Neste sábado, na igreja de Santa Francisca Romana, da capital italiana, foi celebrado o funeral da jovem Chiara Petrillo, falecida depois de dois anos de sofrimento provocado por um tumor.

A cerimônia não teve nada de fúnebre: foi uma grande festa em que participaram cerca de mil pessoas, lotando a igreja, cantando e aplaudindo desde a entrada do caixão até a saída.

A extraordinária história de Chiara se difundiu pela internet com um vídeo no YouTube, que registrou mais de 500 visualizações em apenas um dia.

A luminosa jovem romana de 28 anos, com o sorriso sempre nos lábios, morreu porque escolher adiar o tratamento que podia salvá-la. Ela preferiu priorizar a gravidez de Francisco, um menino desejado desde o começo de seu casamento com Enrico.

Não era a primeira gravidez de Chiara. As duas anteriores acabaram com a morte dos bebês logo após cada parto, devido a graves malformações.

Sofrimentos, traumas, desânimo. Chiara e Enrico, porém, nunca se fecharam para a vida. Depois de algum tempo, chegou Francisco.

As ecografias agora confirmavam a boa saúde do menino, mas, no quinto mês, Chiara teve diagnosticada pelos médicos uma lesão na língua. Depois de uma primeira intervenção, confirmou-se a pior das hipóteses: era um carcinoma.

Começou uma nova série de lutas. Chiara e o marido não perderam a fé. Aliando-se a Deus, decidiram mais uma vez dizer sim à vida.

Chiara defendeu Francisco sem pensar duas vezes e, correndo um grave risco, adiou seu tratamento para levar a maternidade adiante. Só depois do parto é que a jovem pôde passar por uma nova intervenção cirúrgica, desta vez mais radical. Vieram os sucessivos ciclos de químio e radioterapia.

Francisco nasceu sadio no dia 30 de maio de 2011. Mas Chiara, consumida até perder a vista do olho direito, não conseguiu resistir por mais do que um ano. Na quarta-feira passada, por volta do meio dia, rodeada de parentes e de amigos, a sua batalha contra o dragão que a perseguia, como ela definia o tumor em referência à leitura do apocalipse, terminou.

Mas na mesma leitura, que não foi escolhida por acaso para a cerimônia fúnebre, ficamos sabendo também que uma mulher derrota o dragão. Chiara perdeu um combate na terra, mas ganhou a vida eterna e deixou para todos um testemunho verdadeiro de santidade.

“Uma nova Gianna Beretta Molla”, definiu-a o cardeal vigário de Roma, Agostino Vallini, que prestou homenagem pessoalmente a Chiara, a quem conhecera havia poucos meses, juntamente com Enrico.

“A vida é um bordado que olhamos ao contrário, pela parte cheia de fios soltos”, disse o purpurado. “Mas, de vez em quando, a fé nos faz ver a outra parte”. É o caso de Chiara, segundo o cardeal: “Uma grande lição de vida, uma luz, fruto de um maravilhoso desígnio divino que escapa ao nosso entendimento, mas que existe”.

“Eu não sei o que Deus preparou para nós através desta mulher”, acrescentou, “mas certamente é algo que não podemos perder. Vamos acolher esta herança que nos lembra o justo valor de cada pequeno gesto do cotidiano”.

“Nesta manhã, estamos vendo o que o centurião viveu há dois mil anos, ao ver Jesus morrer na cruz e proclamar: Este era verdadeiramente o filho de Deus”, afirmou em sua homilia o jovem franciscano frei Vito, que assistiu espiritualmente Chiara e a família no último período.

“A morte de Chiara foi o cumprimento de uma prece. Depois do diagnóstico de 4 de abril, que a declarou doente terminal, ela pediu um milagre: não a própria cura, mas o milagre de viver a doença e o sofrimento na paz, junto com as pessoas mais próximas”.

“E nós”, prosseguiu frei Vito, visivelmente emocionado, “vimos morrer uma mulher não apenas serena, mas feliz”. Uma mulher que viveu desgastando a vida por amor aos outros, chegando a confiar a Enrico: “Talvez, no fundo, eu não queira a cura. Um marido feliz e um filho sereno, mesmo sem ter a mãe por perto, são um testemunho maior do que uma mulher que venceu a doença. Um testemunho que poderia salvar muitas pessoas...”.

A esta fé, Chiara chegou pouco a pouco, “seguindo a regra assumida em Assis pelos franciscanos que ela tanto amava: pequenos passos possíveis”. Um modo, explicou o frade, “de enfrentar o medo do passado e do futuro perante os grandes eventos, e que ensina a começar pelas coisas pequenas. Nós não podemos transformar a água em vinho, mas podemos começar a encher os odres. Chiara acreditava nisto e isto a ajudou a viver uma vida santa e, portanto, uma morte santa, passo a passo”.

Todas as pessoas presentes levaram da igreja uma plantinha, por vontade de Chiara, que não queria flores em seu funeral. Ela preferia que cada um recebesse um presente. E no coração, todos levaram um “pedacinho” desse testemunho, orando e pedindo graças a esta jovem mulher que, um dia, quem sabe, será chamada de beata Chiara Corbela.

(Tradução:ZENIT)

Preparação do Batismo. Como é feita?







O que é e para que serve um vereador?


 
Hoje, diante de tantos acontecimentos e de tantos escândalos denunciados a cada dia pela imprensa e pelo pouco trabalho visto em prol da população,  muitos de nós se perguntam: o que é um vereador e qual o seu papel dentro de um munícipio? E porque tantos querem esse cargo tão prestigiado? São perguntas sérias  que nós temos que pesquisar muito, pois em outubro vamos votar escolher os “edis” que estarão a nos representando pelos próximos quatro anos.
 
 
Vereador vem do verbo verear, ou seja, aquele que zela pela comodidade dos munícipes. Edil era um antigo magistrado romano. Hoje, aquele que zela pelo bem do Município, Vereador e Edil, são, portanto, sinônimos, como o são também Vereança e Edilidade.
 
 
O conjunto dos eleitos (homens e mulheres eleitos democraticamente pelo voto do povo, ou seja, nosso voto), formam a Câmara Municipal que:  

Art. 2º tem funções legislativas, exerce atribuições de fiscalização interna e externa, financeira e orçamentária, de controle e assessoramento dos atos do Executivo (prefeito/prefeitura), de julgamento político-administrativo e pratica atos de administração interna.

§ 1º A função legislativa consiste em deliberar, por meio de emendas à lei orgânica, por leis, por decretos legislativos e por resoluções sobre matérias de competência do Município, respeitadas as reservas constitucionais.

§ 2º A função de fiscalização, sobre os aspectos contábil, financeiro, orçamentário e patrimonial do Município e das entidades da Administração Indireta, é exercida com auxílio do Tribunal de Contas do Estado, compreendendo, dentre outras:
I – acompanhamento das contas do exercício financeiro apresentadas pelo Prefeito;
II – acompanhamento das atividades financeiras do Município;
III – julgamento das contas do Executivo.
No dia da posse, além de já ter tido o tempo necessário para estudar e compreender o que é como funciona todo o Regimento da Câmara Municipal, faz ainda o seguinte juramento:

 “PROMETO CUMPRIR E FAZER CUMPRIR AS LEIS E EXERCER MEU MANDATO DENTRO DOS PRINCÍPIOS DA ÉTICA E DA MORALIDADE, NA DEFESA DA LIBERDADE, DA JUSTIÇA SOCIAL, DA IGUALDADE DE DIREITOS, DOS DEMAIS VALORES FUNDAMENTAIS DO HOMEM E NA PROMOÇÃO DO BEM GERAL DO MUNICÍPIO E DO POVO”.

O vereador é quem cuida do relacionamento com suas bases, com os eleitores da sua região – com o governo, reivindicando melhorias, encaminhando soluções, elaborando e acompanhando projetos. Ele é o elo de ligação do governo com povo; é aquele (a) que deve trabalhar de verdade para que seja garantido o bem-estar, a segurança, a saúde, a educação para todos que habitam no município. 

E ai já conseguiu responder ao título da nossa matéria?

Você votou em quem para vereador(a) na última eleição de 2008?

Quais foram os projetos e as realizações deste (a) em quem votou?

Essa pessoa merece ser reeleita? Ela cumpriu o juramento que fez no dia de sua posse?

Você sabe quantos dias por semana ele (a) trabalha?

Qual é a sua participação nas sessões da câmara?

No caso de Guarulhos, alguns jornais da cidade tem uma coluna dizendo quem foi ou não trabalhar durante a semana, pesquise! Ler faz bem!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Diretor do Population Research Institute para América Latina: Abortistas admitem derrota na Rio + 20


Segundo o artigo publicado neste 20 de junho por Carlos Pólo, Diretor do Population Research Institute (PRI) para a América Latina (uma entidade especializada em temas de defesa da vida e população), os abortistas e lobbystas dos “direitos sexuais e reprodutivos” saem derrotados da Rio +20.

“Nenhuma menção aos chamados “direitos reprodutivos” nem “serviços de saúde reprodutiva” (ambos eufemismos para o aborto), foram incluídos no documento final da Cúpula de Rio+ 20. Eles foram simplesmente rechaçados pela comunidade internacional”, afirma o diretor do PRI para o continente latino-americano.

“Os grupos feministas radicais e pró-aborto já começaram a protestar publicamente mostrando clara aceitação da sua derrota. Isto constitui também uma mensagem nítida de rechaço à política externa da Administração Obama, o governo mais abortista da história dos EUA, pois nem toda sua diplomacia nem os milhões com os quais financia a ONU conseguiram obter seus propósitos neste evento”, assevera também o perito.

Carlos Pólo explica que nos últimos 6 meses, o Fundo das Nações Unidas para Atividades em População (UNFPA) juntamente com os governos da Noruega, Islândia, os falso católicos autodenominados “Catholics for Choice” e a IPPF (International Planned Parenthood Foundation) que é a maior fornecedora de abortos no mundo, trabalharam febrilmente para aproveitar a Cúpula Rio +20. Seu propósito era que tanto o aborto legal como o controle populacional fizesse parte dos esforços governamentais para obter um desenvolvimento sustentável.

“Catholics for Choice” tinha distribuído numerosas e muito custosas publicações para desqualificar ao Vaticano como observador permanente nas Nações Unidas. (...). Entretanto, chama poderosamente a atenção que esta instituição tenha disponibilidade de tantos recursos econômicos para dedicar-se à política internacional e precisamente para atacar a Santa Sé. Em um dos documentos mais recentes este grupo afirma que a Santa Sé tem “a tendência a insistir em posições afastadas do consenso internacional”, denunciou Polo.

Efetivamente, as muitas ONGs feministas pró-aborto não perderam a chance de marcar presença na cúpula. “A chamada Coalizão Internacional pela Saúde das Mulheres realizou um evento paralelo à Rio+20 no último 14 de Junho cuja única tese foi que “a legalização completa do aborto era uma forma de alcançar o desenvolvimento sustentável””, destacou ainda o perito peruano.

Segundo informou o portal de notícias G1 do grupo Globo, Alexandra Garita, representante da Internacional Women Health Coalison (Coalisão Internacional pela Saúde das Mulheres), afirmou nesta quinta-feira, 14 de junho, que “os países devem garantir às mulheres a possibilidade de abortar com segurança e evitar o nascimento de crianças que não terão acesso a saúde, educação e padrões mínimos de qualidade de vida”.

“As mulheres já abortam hoje e muitas morrem. É importante que elas possam fazer isso com segurança”, afirmou. Garita também defendeu acesso gratuito a métodos contraceptivos e a informações sobre como evitar a gravidez”, destacou também o G1 em sua edição de 14 de junho.

Ainda segundo a matéria do G1, o coordenador da Federação Internacional de Estudantes de Medicina, Mike Kamus, também defendeu o aborto como forma de garantir desenvolvimento sustentável em uma sessão da Reunião da ONU no Rio de Janeiro.

“Do meu ponto de vista pessoal, é preciso garantir o aborto com segurança. Milhares de mulheres morrem tentando abortar. As que levam uma gravidez indesejada até o fim, muitas vezes, não têm condição de dar uma vida de qualidade aos filhos”, afirmou. Segundo ele, é preciso “dar aos jovens o direito de decidir”, destaca a nota do portal de notícias G1.

O poderoso lobby pelos chamados “direitos reprodutivos” e “serviços de saúde reprodutiva” debutou internacionalmente nas Conferências do Cairo (1994) e Beijing (1995). Desde essa data, afirma Carlos Polo, não há um só evento da ONU sobre assuntos sociais, de consumo de tabaco ou de direitos dos deficientes, onde este lobby liderado pelo IPPF não tente incluir alguma menção a estes supostos “direitos” que favorecem o aborto legal.

Durante anos estes grupos se esforçaram por dar a acreditar que esse discurso não tem nada a ver com o negócio do aborto, mas os fatos demonstram que o contrabando foi descoberto.
Para vários peritos que seguem de perto estes eventos da ONU, a melhor noticia é que hoje já são vários os países que estão cientes deste erro.

Segundo o diretor da escritório do PRI para América Latina, a decisão de retirar toda menção de “direitos reprodutivos” e “serviços de saúde reprodutiva” do documento da reunião que se realiza no Brasil se deve a que mais países denunciaram que estes conceitos incluem o aborto e cada vez menos países vêm seguindo os EUA que afirmam (falsamente) que estes mal chamados direitos não se referem ao aborto.

Os países que intervieram para remover estes conceitos do documento final da Rio+20 foram: o Vaticano, Rússia, Honduras, República Dominicana, Nicarágua, Chile, Síria, Egito, Malta, Polônia e Costa Rica. Em contraparte, os países que estiveram a favor de incluí-los foram: EUA, Bolívia, Peru, Uruguai, México, Noruega, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Suíça e Islândia.

Chama a atenção que os delegados dos países latino-americanos tenham defendido uma posição claramente contrária ao que diz a Constituição e os acordos legais vigentes em seus países, como o Pacto de San José, explica o membro do PRI, profundo entendedor da situação da defesa da vida e da família no continente americano.

O Brasil foi duramente criticado pelas feministas presentes no Rio por permitir a omissão dos “direitos reprodutivos” no texto da Cúpula. “Este documento não é nem "o futuro que queremos", nem o que as gerações futuras merecem. Em um esforço para chegar a um consenso a qualquer custo, o Brasil se esqueceu o Rio”, lamenta Zonibel Woods, escrevendo pro site feminista “RH Reality Check”.

Apesar da Vigília Ecumênica na qual pediu-se pelos “direitos reprodutivos e sexuais”, a Cúpula dos Povos também foi uma decepção para os críticos da posição da Santa Sé. Nenhum membro da comitiva liderada pela Cardeal Odilo Scherer, nem autoridade eclesiástica alguma tomou parte no evento da noite do 17 de junho.

Em entrevista exclusiva à ACI Digital Carlos Polo afirmou: “O rechaço à inclusão dos “direito reprodutivos” no documento da Rio + 20 é uma imensa derrota que os próprios grupos abortistas reconheceram publicamente. É também o início de uma nova etapa na qual a família deve assumir um papel protagonista”. Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23784