quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A Igreja é perseguida, a Igreja sofre




Nos dias em que o Exército desocupa as praças e as mesquitas do Cairo ocupadas pela Irmandade Muçulmana, em Fayoun, Suez, Gizé, Minya e na própria capital, outros coirmãos queimam as igrejas coptas, agridem bispos e monges, sequestram os fiéis depois de destruir suas casas.
 
A reportagem é de Pietro Del Re, publicada no jornal La Repubblica, 21-08-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
 
Essa onda de violência, que os islâmicos justificam pelo fato de que a Igreja copta apoia os protagonistas do golpe de Estado do dia 30 de junho, aterroriza a minoria cristã do Egito (10% de uma população de cerca de 84 milhões), já provada pelas vexações sofridas durante a presidência de Mohammed Morsi.
«Estamos sob ataque. A cada hora recebemos notícias de um convento, de uma igreja ou de uma casa pertencente a um cristão em chamas», explica o sacerdote copta Bola Morkos, que encontramos na Igreja de Santa Maria do Cairo. «Até hoje, as igrejas atacadas, católicas, ortodoxas ou evangélicas, são mais de 70».
O bispo de Giza, Antonius Aziz Muna, aponta o dedo contra a Irmandade, que diz estar ligada à Al-Qaeda e ao Hamas. «O seu objetivo? Propagar as desordens em todo o país». Enquanto isso, o bispo copta católico de Luxor, Dom Youhannes Zakaria, vive há dias segregado em casa porque está sitiado pelos islamitas: «Os manifestantes pró-Morsi chegaram ao bispado gritando ‘Morte aos cristãos’. Fomos salvos pela polícia, e agora o exército patrulha o edifício com dois veículos blindados».
Mas soldados e policiais não conseguiram impedir que as chamas destruíssem muitas outras igrejas, incluindo as de São Jorge, em Arish, de Santa Maria, em El Naziah, de Santa Damiana, em Fayoum, de Santo Antônio, em Gizé.
 
A raiva islâmica não poupou os bens dos cristãos, porque, nestas horas, também foram destruídas e saqueadas 85 lojas, 58 casas, 16 farmácias e três hotéis. Segundo o balanço fornecido pela Asia News, contam-se entre os cristãos sete mortos e centenas de feridos. A região mais atingida é a do Alto Egito, onde, com medo de novas violências, os coptas se entrincheiraram em suas casas.
Como explica Viviane Fouad, ativista pelos direitos humanos e muito próxima do papa copta, o Patriarca de Alexandria, Teodoro II, nos últimos dias, os islamitas sequestraram vários comerciantes cristãos na esperança de obter um resgate.
«Durante a presidência Morsi, tínhamos perdido a nossa identidade: não só não éramos representados por nenhum político, mas também a Irmandade tinha tentado até nos impedir de celebrar o Natal e a Páscoa. Vivemos a revolução do dia 30 de junho passado como uma libertação do opressor», acrescenta Fouad.
Talvez seja por isso que, no dia 3 de julho passado, depois da destituição de Morsi,Teodoro II apareceu na TV ao lado do general Abdel Fattah Al-Sisi, o novo rais do Cairo. «E seria essa a nossa culpa? Seria esse o motivo de tanto ódio contra nós?», exalta-se o sacerdote de Santa Maria. «Não, o rancor que a Irmandade Muçulmana alimenta por nós é mais antigo, tem raízes mais profundas. São pessoas sanguinárias, intolerantes, que amam a violência».
 
São tão violentos a ponto de merecer a sanguinária repressão do exército?, perguntamos. «Sim, porque são terroristas», responde o sacerdote Bola Morkos. «Quando saem às ruas, duas em cada dez pessoas estão armadas. Mas as outras oito as protegem, as escondem, se preciso, as ajudam a fugir quando a polícia chega».
 
Recém-eleito presidente, Morsi havia se declarado o defensor dos coptas, mas, pouco depois, aprovou uma Constituição que, embora defendendo a liberdade de culto, estabelecia que o Islã era a religião de Estado. Para eles, que se consideram os primeiros egípcios – porque a palavra «copta» vem do grego aigyptios (que se tornou primeiro gipt e depois qibt) e cujas origens remontam à pregação de São Marcos no ano 42 d.C. –, é um banho de água fria.
 
Para a maior comunidade cristã do Oriente Médio, o presidente depois deposto se tornou um inimigo. Foi assim que os coptas decidiram apoiar o exército do general Al-Sisi, que os retribui como pode, mas não o suficiente. A não ser instrumentalizando as violências contra os coptas para justificar o tacão de ferro debaixo do qual está esmagando os «terroristas».
 
FONTE: IHU

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Frei Damião e a Família

 
 
Uma Igreja pobre e para os pobres. Uma Igreja que vá ao encontro dos necessitados. Uma Igreja que não seja autorreferencial mas que, ao contrário, exista para atrair cada vez mais almas a Cristo Jesus. Uma Igreja que não viva encastelada, mas que tenha em Si o cheiro das ovelhas. Esta é a Igreja que o Papa Francisco vem pregando desde o início do seu pontificado. E esta é a Igreja vivida em si próprios por tantos homens e mulheres que nos precederam, e dos quais é urgente que nós aprendamos a seguir os passos de Nosso Senhor.
 
O nosso Frei Damião é um desses homens. Capuchinho verdadeiramente imitador de São Francisco de Assis, pregador carismático e comovente que atraía multidões, romeiro incansável pelos sertões nordestinos: eis um homem de quem podemos aprender como anunciar a Cristo Jesus.
O curto vídeo abaixo (tem menos de dez minutos) é um pequeno documentário de uma sua visita a Taperoá, cidade do interior da Paraíba, em 1969. Vale muito a pena assisti-lo.


 
Eis um homem que nos interpela com a força do exemplo vivo, e que conhece as dificuldades do povo pobre não a partir dos livros e das retóricas afetadas dos ideólogos, mas a partir de cada cidade que ele visitou ao longo de décadas. Ele, como ninguém, pode demonstrar com a sua vida que não é necessário sacrificar as exigências da Fé para falar ao coração do povo sofredor. Ele, com o seu testemunho de vida, mostra que os pobres não precisam ser infantilizados: vê-lo utilizar desembaraçadamente a segunda pessoa do plural é o argumento definitivo contra a retórica vazia dos que pretendem, por meio de um elitismo às avessas, transformar a alta cultura em um obstáculo à comunicação com as pessoas humildes.
 
Ele conhece o sofrimento dos pobres e os pobres o amam, justamente porque enxergam nele não um agitador social ávido por uma “libertação” sócio-econômica, mas um ministro de Cristo que anuncia com clareza as Suas palavras de Vida Eterna. Eis o exemplo que acaba com a tagarelice marxistóide que hoje empesta a Igreja de Deus! Que Frei Damião de Bozzano possa olhar pelo seu Nordeste, hoje em um estado de miséria religiosa muito maior do que em sua época, pois hoje não há mais capuchinhos como ele. Ouçamos. Aprendamos dele, que o povo elegeu como Apóstolo do Nordeste.

Silêncio perante a Eucaristia

 
 
 
Publicaremos algumas passagens escolhidas por ZENIT da meditação do monge francês Daniel Ange, fundador da escola de oração «Jeunesselumière» pronunciada perante os jovens da diocese de Roma que estavam reunidos na basílica de São João de Latrão.
 
Como falar da Eucaristia sem tremer? Nossas palavras podem deformar-se muito do que é o maior mistério dos mistérios de Deus. Somos como Moisés que diante da sarça ardente, temos que nos prostrar no chão. O fogo do Espírito, o fogo do amor queima na Hóstia. Quando eu recebo esse Corpo em amor ardente, é um milagre que a minha carne não pega fogo! [...]
 
Agora vamos mergulhar no silêncio. Por que o silêncio? Porque é a mais bela canção de adoração. A Eucaristia é o Natal: em Belém tudo é rodeado pelo silêncio. A parte da música celestial dos anjos, Maria, José, os pastores, os Reis Magos, não dizem uma palavra. A surpresa é tão grande com a beleza do rapaz que não pode dizer nada. E ele só fala com o seu sorriso e os olhos. Em seus olhos brilha a luz do céu, ea luz é silenciosa.
 
A Eucaristia é a Paixão de Jesus. E durante a Paixão, Jesus se cala. Apenas pronuncia algumas palavras, especialmente as sete palavras na cruz: o passado, a sua vontade. Mas não é um gesto que é mais forte do que todas as palavras, é uma assinatura no final de todas as outras, no final do Evangelho: A palavra silêncio, um gesto: o seu coração trespassado pela lança. Grito enorme, porém, silencioso.
 
Maria e João não se falam: testemunhas silenciosas, todos estão absortos pelo mistério ... E o nosso Santo Padre converteu-se totalmente em um grito de silêncio, enorme, gritando para o mundo, como Francisco: "O amor não é amado! ". E Teresa [do Menino Jesus]: "Para amar é amar o Amor." Amar para que todos possam amar o amor, e ser amado.
 
A Eucaristia é a Ressurreição. No dia de Páscoa, Jesus nos convida á contemplar o silêncio: Maria Madalena, os discípulos de Emaús, Tomé ...de suas poucas palavras vêm silêncio atordoado, gritos de alegria ao amado Mestre! Fique com a gente! Meu Senhor e meu Deus! É o que temos a dizer hoje, com Francisco: "Meu Deus e meu tudo".
 
E agora, Jesus, no céu, caminha conosco e conversa conosco. Como? Especialmente pela a Eucaristia. E a Eucaristia é um mistério de silêncio. Jesus espera por nós. Nós escutamos. Ele nos ama. Não é o silêncio a linguagem mais forte do amor? A linguagem de um coração que está muito cheio e muito ferido [...].
 
O silêncio da adoração é um silêncio amoroso de quem ama e ouve. Ouvimos porqueEle ama. Certamente devemos aclamar, louvar, cantar, como os jovens. Jesus estava tão contente quando eles aclamavam: se eles se calarem, as pedras clamarão. Mas, depois de cantar e chorar antes de receber sua bênção, é preciso ouvir, ouvir o silêncio, talvez ele tenha algo a dizer. Deixemos o microfone. Ele não pede, porque ele é tímido, o Senhor ... Sua voz nunca se impõe sobre os nossos decibéis. Ele é discreto. Ele sussurra enão ouvimos [...]. Vamos ficar aqui. Escutemos.
 
Traduzido por Tiago Rodrigo da Silva para o Veritatis Splendor, do original em espanhol “SILENCIOS ANTE LA EUCARISTÍA” da web site arvo.net.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Bento XVI jejua e reza pela paz


“O Papa emérito Bento segue o convite para jejuar e rezar feito pelo Papa Francisco”, escreveu a agência francesa I.Media, especializada em informação vaticana. A confirmação é do Prefeito da Casa Pontifícia, o arcebispo Georg Gänswein, secretário particular de Ratzinger.

Obviamente, o papa emérito de 86 anos segue o apelo feito por Francisco a “toda a Igreja” para “invocar de Deus” o “grande dom da paz para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo”.

À tarde do sábado, dezenas de milhares de peregrinos chegarão à Praça São Pedro para a vigília de oração de quatro horas. A reza do Rosário, a leitura de textos sobre a paz e a adoração eucarística serão os diferentes momentos desta longa e inédita vigília presidida pelo Papa Francisco.
Vatican Insider, 07-09-2013

Meditar a Palavra do Senhor


Retiro com os Catequistas


No dia 07 de setembro, nós catequistas da Paróquia aconteceu o retiro espiritual para catequistas em Arujá-SP, cujo foco principal, além da espiritualidade, foi a motivação de ser catequista e a Iniciação à Vida Cristã. O retiro foi conduzido pelo Pe. Paulo Gil (Coordenador da Animação-Bíblico Catequética Regional Sul 1 - São Paulo). Foi um dia agradável e descontraído onde reinou a harmonia, a oração e o silêncio que tanto se faz necessário na vida do cristão e, de modo particular, na vida do (a) catequista que tem uma missão tão sublime dentro da Igreja.

Neste retiro os 25 catequistas refletiram sobre a Iniciação à Vida Cristã, que não é uma obrigação, mas um processo de mergulho na experiência de fé e que exige discernimento, formação, entrega e a força do Espírito Santo. São passos que damos para encontrar Jesus Cisto. A catequese usa uma linguagem humana para falar e entender da linguagem de Fé.

Também fizemos um exercício de avaliação da caminhada. Às vezes estamos tão preocupados com a chegada, com a meta, que nos esquecemos de ver a beleza do caminho e não notamos os frutos que crescem à nossa volta. O (a) catequista no processo de Iniciação faz acontecer a alegria que já traz em seu íntimo; fala d’Aquele que já faz parte de sua vida em todos os aspectos e assim como João Batista, deve apontar para o Cordeiro, aquele que tira o pecado do mundo (Cf. Jo 1,29).

Ser catequista é também fazer crescer no catequizando o desejo de conhecer e querer estar com Jesus Cristo, de saber onde Ele mora e poder escutar a sua resposta: ‘Venham e vocês verão’. Então eles foram, viram e permaneceram com ele naquele mesmo dia (Cf. Jo 1,39). Inspirados nesta passagem do Evangelho, queremos que nossas crianças, jovens e adultos, venham, vejam e permaneçam com Jesus.

Nossos agradecimentos do sítio que tão gentilmente nos acolheu e nos ajudou naquilo que foi preciso. Nossas orações a ela e a sua família.

Pastoral da Catequese
 
 






 
 
 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

"PARA CADA CRISTÃO, JESUS TEM UMA PROMESSA E UMA MISSÃO"




 
“Tenho medo da graça que passa sem que eu perceba.” Com esta citação de Santo Agostinho, o Papa Francisco fez sua homilia, celebrada na Casa Santa Marta. O Papa refletiu sobre os modos com os quais Cristo se manifesta na vida de um cristão, comentando o trecho do Evangelho em que Jesus se mostra a Pedro, Tiago e João com o sinal da pesca milagrosa. Desconcertado, Pedro é confortado por Jesus, que promete fazer dele “pescador de homens”. Depois o convida a deixar tudo para segui-lo e lhe confia uma missão. Ou seja, Deus se manifesta com três atitudes: através de uma promessa, de um pedido de generosidade e de uma missão a realizar.

No caso dos Apóstolos, observou o Papa, o Senhor passou na vida deles com um milagre. Nem sempre assim, contudo Ele está sempre presente:

“Quando o Senhor vem na nossa vida, quando passa no nosso coração, sempre diz uma palavra e uma promessa: ‘Avante... com coragem, sem medo, porque fará isso!’. Ou seja, é um convite à missão, um convite a segui-Lo. Quando ouvimos esta promessa, é porque há algo na nossa vida que devemos corrigir, e o fazemos para segui-Lo mais de perto.”

Todavia, garantiu Francisco, Jesus não pede para largar tudo por um fim obscuro. Ao contrário, o objetivo é imediatamente declarado e é um objetivo dinâmico:

“Jesus jamais diz ‘Siga-me!’, sem dizer a missão. Não! ‘Siga-me e farei isso. Siga-me por este motivo. Se quiser ser perfeito, deixe tudo e siga-me para ser perfeito’. Há sempre uma missão. Seguimos o caminho de Jesus para fazer algo, não é um show, mas para realizar uma missão.”

Promessa, pedido e missão, portanto, não dizem respeito somente à nossa vida ativa, mas também à oração. Não existe uma oração sem uma palavra de Jesus, não há oração em que Ele não nos inspire a fazer algo:

“Uma verdadeira oração cristã é ouvir o Senhor com a sua palavra de conforto, de paz e de promessa. Isso não quer dizer que não existem tentações. Há muitas! Pedro pecou gravemente, renegando Jesus, mas depois o Senhor o perdoou. Tiago e João pecaram de carreirismo, querendo ir mais alto, mas o Senhor os perdoou.”
 
 
 

domingo, 8 de setembro de 2013

Bendita entre as mulheres

 
Festa da Natividade de Nossa Senhora

A Natividade de Nossa Senhora é celebrada pelos cristãos do Oriente desde o início do cristianismo.  Já no Ocidente, ela passou a constar do calendário litúrgico a partir do século VII.  Neste ano, será celebrada no dia 08 de setembro.

Celebrar a natividade de Maria é, em um sentido bastante humano, celebrar a festa de seu aniversário.  E como gostamos de celebrar o aniversário daqueles que nos são queridos!...  Maria nasceu de uma forma humana como cada um de nós: fruto do amor entre um homem e uma mulher, viveu em família e como toda jovem de seu tempo, um dia sonhou em casar-se e constituir sua própria família.

Uma vida normal, que talvez seguisse anônima se não fosse a sua aceitação total à vontade de Seu Senhor.  Maria, escolhida por Deus para ser mãe de seu Filho que encarnaria para a salvação da humanidade, recebe esta escolha, não sem antes questionar – o questionamento próprio da natureza humana – mas profundamente aberta ao caminho que o Pai passava a lhe mostrar.

Por isso tudo, celebrar a natividade de Nossa Senhora é celebrar um marco fundamental da história da salvação. Peça fundamental nessa história, Maria é a intercessão que ligará a Trindade à humanidade.  Através de seu corpo, por Deus preparado livre do pecado, Jesus vem ao mundo e nele realiza seu mistério salvífico. 

Que a Festa da Natividade nos faça relembrar essa história tão especial, com os olhos agradecidos diante daquela que soube dizer sim e, através disso, tornar-se mãe não somente de Jesus, mas de toda a humanidade.

Uma oração pelo nascimento de Maria:

Abri, ó Deus, para os vossos servos e servas os tesouros da vossa graça; e assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa de seu nascimento aumente em nós a vossa paz.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Texto Bíblico sugerido:  Mt 1, 1-16.18-23