terça-feira, 11 de junho de 2013

Agentes Paroquiais participam de Formação.





No dia 8 de junho 35 agentes pastorais de diversas paróquias de São Paulo, Guarulhos (Par. Santa Teresinha-Cumbica) e Caraguatatuba participaram do Curso para leitores, ministrado pela Ir. Helena Corazza, da equipe do SEPAC. Dando a visão geral da comunicação no espaço litúrgico, o foco foi dado à comunicação da Palavra.

Com a metodologia teórico-prática, a assessora ajudou os participantes a entrarem no contexto da Palavra de Deus, a conhecerem e visualizarem o texto para depois proclamá-lo devidamente, com unção e ênfase. Exercícios individuais e em grupo proporcionaram aos participantes maior clareza e segurança neste serviço à comunidade nas celebrações.

Para Lucas de Souza Lima, de Caraguatatuba, “não daria para chamar curso ou laboratório, pois esse tempo ajudou a saborear a Palavra de Deus para depois proclamá-la”.

Eloísa Marilac da C. Dias, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida manifesta seu reconhecimento: “Quero agradecer pelo dia que nos foi proporcionado: maravilhoso! Agradeço a todos que, de alguma forma, nos acolheram e contribuíram para que nos sentíssemos em casa. Manifesto minha admiração e reconhecimento pelo belo trabalho e, por compartilhar conosco seus ricos e importantíssimos conhecimentos e experiência. Obrigada e que Deus abençoe, hoje e sempre, o belo trabalho que vocês realizam”.
 
 
Fonte: SEPAC
Inserido por: Sepac 
Acréscimo da Paróquia colocado pelo editor desta página.

Santa do Dia: Paula Frassinetti

A Congregação das Irmãs de Santa Dorotéia é fruto da vida de amor e fé de uma jovem nascida em 1809 na cidade de Gênova, Itália: Paula Frassinetti.

Em 1827, Paula foi ao encontro deu irmão José, Pároco na pequena aldeia de pescadores Quinto al Mare. Lá, envolveu-se com a catequese das crianças e atraiu, com seu carisma, a atenção das jovens locais para uma vida dedicada ao Senhor e ao próximo.

Imagem de Santa Paula

Irmas Silva e Domingues

Assim, fundou uma comunidade religiosa com a participação de doze moças e adotou a denominação de Filhas da Santa Fé. O dia 12 de agosto de 1834, data festiva de Santa Clara, foi escolhido como o da fundação do Instituto.
 


A primeira fundação do Instituto fora da Itália foi  no Brasil. O Bispo Dom Manuel de Medeiros procurava quem o pudesse ajudar na evangelização de sua Diocese de Olinda-Recife.

Agradou-se dos sinais de boa educação religiosa percebidos em alunas das Dorotéias de Roma e quis trazer tais educadoras para o Brasil.
Atendido seu pedido, as primeiras Irmãs chegaram ao Recife em 12 de fevereiro de 1866. Nesse mesmo ano as Irmãs se estabeleciam em Lisboa.

A partir das duas fundações iniciais, multiplicaram-se os colégios em território brasileiro e português.

Vista do colégio e da Capela dedicada a Santa Paula
em S. Sebastião do Paraiso 
Em 1910/1911, as Dorotéias chegaram aos Estados Unidos, depois a Malta, Bélgica, Espanha e Suíça. Em 1930 rumaram para a África (Angola e Moçambique). Em 1961 partiram para o Peru. Sete anos depois, chegaram à Inglaterra. Em 1968,  na China Nacionalista.

Recentemente, atingiram Argentina e Bolívia no esforço missionário, e foram até a ilha de São Tomé e Príncipe, na África.
Ser uma Irmã Dorotéia é dizer sim a um chamado muito especial: o de servir a Deus e preparar o Seu Reino através da educação.



CASA PROVINCIAL BRASIL SUL

Rua Álvaro Neto, 395
Vila Mariana
04112-070 – São Paulo – SP
Fone: (11) 5549-6003
Fax: (11) 5575-6423

http://www.doroteiasprovsul.com.br/



Corpo incorrupto de Santa Paula
acervo do Pe. J. Alexandre

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A beleza da Missa

 

"Missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum".
 
 
Entrevista da escritora mineira Adélia Prado, concedida a Alexandre Ribeiro da "Zenit". Escritora defende resgate da beleza na celebração da liturgia


Ao defender o esmero com as celebrações litúrgicas e a beleza como uma «necessidade vital» que deve permeá-las, a escritora brasileira Adélia Prado afirma que «a missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum».


«A missa é a coisa mais absurdamente poética que existe. É o absolutamente novo sempre. É Cristo se encarnando, tendo a sua Paixão, morrendo e ressuscitando. Nós não temos de botar mais nada em cima disso, é só isso», enfatiza.


Poeta e prosadora, uma das mais renomadas escritoras brasileiras da atualidade, Adélia Prado, falou sobre o tema da linguagem poética e linguagem religiosa essa quinta-feira, em Aparecida (São Paulo), no contexto do evento «Vozes da Igreja», um festival musical e cultural.

Ao propor a discussão do resgate da beleza nas celebrações litúrgicas, Adélia Prado reconheceu que essa é uma preocupação que a tem ocupado «há muitos anos». «Como cristã de confissão católica, eu acredito que tenho o dever de não ignorar a questão», disse.

«Olha, gente – comentou com um tom de humor e lamento –, têm algumas celebrações que a gente sai da igreja com vontade de procurar um lugar para rezar.»

Como um primeiro ponto a ser debatido, Adélia colocou a questão do canto usado na liturgia. Especialmente o canto «que tem um novo significado quanto à participação popular», ele «muitas vezes não ajuda a rezar».

«O canto não é ungido, ele é feito, fazido, fabricado. É indispensável redescobrir o canto oração», disse, citando o padre católico Max Thurian, que, observador no Concílio Vaticano II ainda como calvinista, posteriormente converteu-se ao catolicismo e ordenou-se sacerdote.

Adélia Prado reforçou as observações, enfatizando que «o canto barulhento, com instrumentos ruidosos, os microfones altíssimos, não facilita a oração, mas impede o espaço de silêncio, de serenidade contemplativa».

Segundo a poeta, «a palavra foi inventada para ser calada. É só depois que se cala que a gente ouve. A beleza de uma celebração e de qualquer coisa, a beleza da arte, é puro silêncio e pura audição».

«Nós não encontramos mais em nossas igrejas o espaço do silêncio. Eu estou falando da minha experiência, queira Deus que não seja essa a experiência aqui», comentou.

«Parece que há um horror ao vazio. Não se pode parar um minuto». «Não há silêncio. Não havendo silêncio, não há audição. Eu não ouço a palavra, porque eu não ouço o mistério, e eu estou celebrando o mistério», disse.

De acordo com a escritora mineira (natural de Divinópolis), «muitos procedimentos nossos são uma tentativa de domesticar aquilo que é inefável, que não pode ser domesticado, que é o absolutamente outro».

«Porque a coisa é tão indizível, a magnitude é tal, que eu não tenho palavras. E não ter palavras significa o quê? Que existe algo inefável e que eu devo tratar com toda reverência.»

Adélia Prado fez então críticas a interpretações equivocadas que se fizeram do Concílio Vaticano II na questão da reforma litúrgica.

«Não é o fato de ter passado do latim para a língua vernácula, no nosso caso o português, não é isso. Mas é que nessa passagem houve um barateamento. Nós barateamos a linguagem e o culto ficou empobrecido daquilo que é a sua própria natureza, que é a beleza.»

«A liturgia celebra o quê?» – questionou –. «O mistério. E que mistério é esse? É o mistério de uma criatura que reverencia e se prostra diante do Criador. É o humano diante do divino. Não há como colocar esse procedimento num nível de coisas banais ou comuns.»

Segundo Adélia, o erro está na suposição de que, para aproximar o povo de Deus, deve-se falar a linguagem do povo.

«Mas o que é a linguagem do povo? É aí que mora o equívoco», – disse –. «Não há ninguém que se acerca com maior reverência do mistério de Deus do que o próprio povo».

«O próprio povo é aquele que mais tem reverência pelo sagrado e pelo mistério», enfatizou.

«Como é que eu posso oferecer a esse povo uma música sem unção, orações fabricadas, que a gente vê tão multiplicadas e colocadas nos bancos das igrejas, e que nada têm a ver com essa magnitude que é o homem, humano, pecador, aproximar-se do mistério.»

Segundo a escritora brasileira, barateou-se o espaço do sagrado e da liturgia «com letras feias, com músicas feias, comportamentos vulgares na igreja».

«E está tão banalizado isso tudo nas nossas igrejas que até o modo de falar de Deus a gente mudou. Fala-se o "Chefão", "Aquele lá de cima", o "Paizão", o "Companheirão".»

«Deus não é um "Companheirão", ele não é um "Paizão", ele não é um "Chefão". Eu estou falando de outra coisa. Então há a necessidade de uma linguagem diferente, para que o povo de Deus possa realmente experimentar ou buscar aquilo que a Palavra está anunciando», afirmou.

Para Adélia Prado, «linguagem religiosa é linguagem da criatura reconhecendo que é criatura, que Deus não é manipulável, e que eu dependo dele para mover a minha mão».

Com esse espírito, enfatizou, «nossa Igreja pode criar naturalmente ritos e comportamentos, cantos absolutamente maravilhosos, porque verdadeiros».

Ao destacar que a missa é como um poema e que não suporta enfeites, Adélia Prado afirmou que a celebração da Eucaristia «é perfeita» na sua simplicidade.

«Nós colocamos enfeites, cartazes para todo lado, procissão disso, procissão daquilo, procissão do ofertório, procissão da Bíblia, palmas para Jesus. São coisas que vão quebrando o ritmo. E a missa tem um ritmo, é a liturgia da Palavra, as ofertas, a consagração… então ela é inteirinha.»

«A arte a gente não entende. Fé a gente não entende. É algo dirigido à terceira margem da alma, ao sentimento, à sensibilidade. Não precisa inventar nada, nada, nada», disse Adélia.

E encerrou declamando um poema seu, cujo um fragmento diz:

Ninguém vê o cordeiro degolado na mesa, o sangue sobre as toalhas, seu lancinante grito, ninguém".
 


Enviado por Mônica Romano, catequista, nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais.

domingo, 9 de junho de 2013

Sobriedade e Vida


Alcoolismo

Uma doença que tem solução

 

O alcoolismo é uma doença que destrói: fisicamente, socialmente, espiritualmente, mata o corpo e a mente e o alcoólatra não se reconhece como um doente nem sendo um dependente. Sendo uma doença ela causa muitos danos, não somente a pessoa, mas àqueles que estão em sua volta. Tem ainda outros efeitos como: descontrole mental, violência, depressão, etc.

Como se define a dependência alcoólica? A dependência alcoólica ou alcoolismo é uma doença, frequentemente crónica e progressiva, que se caracteriza pelo consumo regular e contínuo de bebidas alcoólicas, apesar da recorrência repetida de problemas relacionados com o álcool.

Quais são os fatores de risco? Histórico familiar relacionado ao alcoolismo; Ambiente sociocultural. A integração em famílias ou em meios sociais propensos ao consumo de álcool (ter de frequentar festas, reuniões sociais, etc.); Situações imprevisíveis de rotura na vida quotidiana; Distúrbios emocionais – pessoas deprimidas ou ansiosas; Conflitos entre os pais, divórcio, separação ou abandono, de um ou de ambos os pais; Dificuldades de adaptação à escola; Dificuldades de aprendizagem.

Como é que se fica dependente do álcool? O processo de dependência do álcool desenvolve-se como o de qualquer outra dependência, como por exemplo, em relação ao tabaco, às drogas e outras substâncias psicoativas. Começa-se por experimentar beber, depois se bebe pontualmente e daí passa-se a beber com regularidade, até criar dependência. Para algumas pessoas é um processo relativamente rápido.

Quais são os sintomas da dependência alcoólica? Sentir grande necessidade de consumir bebidas alcoólicas; Incapacidade para controlar o consumo, seja o início, o fim ou os níveis de consumo; Síndrome de abstinência – estado de abstinência fisiológica quando se para ou reduz os consumos; Tolerância ao álcool; Abandono progressivo de interesses alternativos em favor do uso da substância; Persistência no uso da substância, apesar da evidência de consequências manifestamente nocivas.

Deve, pois, estar atento aos seguintes comportamentos e sintomas: Se bebe muito em ocasiões sociais; Se tem episódios de amnésia ou blackouts frequentes – quando, no dia a seguir, acorda sem nenhuma memória ou recordação da noite anterior ou de ter ingerido álcool em excesso; Se utiliza subterfúgios para esconder a bebida alcoólica, como usar garrafas ou embalagens de bebidas não alcoólicas ou esconder as garrafas para que ninguém à volta perceba; Se se irrita e se torna agressivo verbalmente, com declarações de rejeição da dependência da bebida ou mesmo que deixou de beber de uma vez por todas; Se tem medos, comportamentos obsessivos, sentimentos de perseguição contra si próprio ou ciúmes em relação ao cônjuge; Se sente cansaço, insónias, disfunções sexuais, depressão, ansiedade; Se ocorrem fraturas, quedas, queimaduras no corpo ou mesmo convulsões sem causa aparente.

Você tem alguém assim na sua família, faça uma análise a partir dessa leitura e procure ajuda logo. Alcoolismo tem controle. Continuaremos no próximo mês com a matéria.

 

Fonte: Ministério da Saúde de Portugal.

sábado, 8 de junho de 2013

Catequese e Catequistas


 

Na última reunião de formação com os catequistas abordamos diversos assuntos relevantes a respeito da situação da catequese, contudo, faz-se necessário levantar alguns aspectos sobre a pessoa do catequista, pois sem bons catequistas não temos uma boa formação catequética e nem transmitiremos a Boa Nova de Cristo com o devido respeito e carinho que ela merece.

Uma das questões abordadas foi: qual ou quais os “pecados” que são cometidos em relação à catequese e aos catequizando por parte daqueles que deveriam dar-lhes um suporte para toda a vida?

Não elaboremos uma única resposta, mas colocaremos pontos que devem ser pensados. Uma das primeiras falas e quase comum no questionário é achar que o (a) catequista já sabe tudo e, assim sendo, não precisa mais buscar o conhecimento e nem participar das formações que são oferecidas, quem assim age não percebe que Deus quando escolhe pessoas para falarem em seu nome, Ele as coloca numa formação contínua, não é apenas o chamado inicial e pronto! Mas um chamado que vai se aperfeiçoando ao longo da caminhada; o que aqui poderia ser entendido como uma falta de compromisso com a missão a ele (a) confiada.

Hoje em todos os setores da sociedade as pessoas necessitam de cursos, palestras, workshops, etc. Por que com a catequese tem que ser diferente? Quanto tempo é dedicado na semana para preparar e nos prepararmos para o encontro que teremos com a “nossa turma”?

Comunica melhor quem conhece melhor e conhece melhor quem vive o que comunica. Fazer a experiência de Jesus em nossa vida é essencial para transmitirmos a Palavra e os ensinamentos d’Ele. Deixar tudo para última hora trás sérias consequências para o conteúdo que devemos transmitir aos nossos ouvintes. São cerca de duas horas por semana, mas quando bem empregadas, é um investimento para a vida inteira daquele que o escutou!

Cansaço todos nós sentimos e, é normal, pois vivemos num mundo muito agitado, temos uma vida corrida e milhares de coisas a fazer; mas quando queremos encontramos tempo para as diversas coisas de que gostamos e, até para pecar! Não pode a Catequese ser deixada de lado ou deixada de lado e se tornar apenas a leitura da apostila. Um (a) catequista deve ter uma postura à altura da missão que exerce, pois fala de Cristo e fala em nome de Cristo. Quer algo mais especial do que isso na sua vida? Deixem-se moldar por Cristo! Que Ele sopre vida sobre os ossos ressequidos e lhe dê uma vida nova. Profetize ó catequistas!

 

Pe. Alexandre.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ABSURDO, VERGONHOSO, DEMONÍACO

Pároco da Catedral de Guarulhos apela às autoridades contra a
“Marcha das Vadias”.
 
Diocese de Guarulhos
Catedral Nossa Senhora da Conceição
Praça Tereza Cristina, 01 – Centro – Guarulhos – SP
Tel 2409-2101

 
À Polícia Militar do Estado de São Paulo
À Polícia Civil do Estado de São Paulo
À Prefeitura Municipal de Guarulhos
À Secretaria Municipal de Segurança Pública de Guarulhos
À Imprensa
 
 
Guarulhos, 26 de maio de 2013.
 
Ref. “marcha das vadias”
 
Vimos, por esta, manifestar a nossa preocupação com o protesto anunciado na mídia (cfr. anexos) com o infeliz nome de “marcha das vadias”, o qual, segundo informações, é sempre eivado de crimes contra direitos de outras pessoas, tais como atentado violento ao pudor, violação de direitos religiosos, agressões físicas e outros que podem suceder.
 
Previsto para ocorrer no Marco Zero de Guarulhos, às 14h do dia 08 de junho, exatamente em frente à Catedral Nossa Senhora da Conceição, Igreja da Padroeira de Guarulhos, em torno da qual se formou a nossa cidade de Guarulhos há 452 anos.
 
É de se imaginar que o objetivo de realizar o protesto no Marco Zero, como aconteceu em outras localidades, é a invasão da Igreja Católica, lugar sagrado para os cristãos, por mulheres desnudas que proferem impropérios e ofensas, atos esses proibidos por lei (art.208 do Código Penal).
 
No dia referido, a Igreja Católica tem programação de missas ao meio-dia, como acontece diariamente, e às 15h, que não podem ser perturbadas, pois é direito inalienável do cidadão o exercício de sua fé.
 
Além disso, considerando que dia 08 de dezembro, data da fundação de nossa cidade é também o dia de Nossa Senhora da Conceição, nos dias 08 de cada mês comemoramos a Imaculada Conceição, inclusive com o canto da Ave-Maria, às 12 horas, na sacada da Catedral.
 
A Igreja Católica, seguindo os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo, defende a dignidade da mulher. Jesus Cristo foi o primeiro defensor das mulheres (cfr. Jesus e a mulher adúltera – Jo 8, 3-11). A “marcha das vadias”, geralmente apoiada por partidos políticos a favor do aborto, é ofensiva às mulheres católicas e crianças que estarão transitando no local.
 
Diante de tal possibilidade, visando salvaguardar o direito das mulheres católicas e de todas as demais pessoas, solicitamos das autoridades constituídas:
  • a transferência dessa famigerada “marcha das vadias” para outro local, por exemplo, o Paço Municipal do Bom Clima, ou no Coreto da Praça Getúlio Vargas, onde os riscos serão reduzidos para todas as pessoas,
  • o fornecimento de policiais em número adequado e de obstáculos para impedir a violação do solo sagrado da Catedral Nossa Senhora da Conceição e dos direitos de todas as pessoas católicas e para tomar as medidas cabíveis no âmbito penal, se necessárias.
Atenciosamente,
 
Padre Antonio Bosco da Silva
 
Pároco da Catedral Nossa Senhora da Conceição e
Vigário Geral da Diocese de Guarulhos

Obras de Misericórdia: você conhece?



 
 

Antigamente, na catequese ensinavam-se as Obras de Misericórdia. Hoje em dia quase não se fala sobre essas obras e o que é pior, quase não se vive, também. As Obras de Misericórdia corporais são: Dar de comer a quem tem fome; Dar de beber a quem tem sede; Vestir os nus; Visitar os doentes; Visitar os presos; Acolher os peregrinos; Enterrar os mortos. Obras de Misericórdia Espirituais são: Dar bom conselho; Corrigir os que erram; Ensinar os ignorantes; Suportar com paciência as fraquezas do próximo; Consolar os aflitos; Perdoar os que nos ofenderam; Rezar pelos vivos e pelos mortos.

Na descrição do Juízo Final no evangelho de Mateus Jesus fala das obras de misericórdia corporais: “Então o Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; doente e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim” ( Mt 25:34-36).

Dentre as obras corporais uma destaca-se pela sua relevância e simplicidade: visitar os doentes. Quando estamos doentes, de cama, ficamos fragilizados corporalmente e espiritualmente. Questionamo-nos onde nos descuidamos da saúde, o porquê dessa doença, quando já temos tantos problemas financeiros, familiares. E agora uma doença, gastos com remédios... 

Então nos recordamos das palavras de Cristo: "Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8:34). A doença é a cruz que Jesus nos dá para segui-lo. Ao doente cabe aceitar a vontade de Deus, tomar os medicamentos, cuidar para o restabelecimento da saúde. E os demais católicos, o que pode fazer para ajudar seu irmão em Cristo, além de rezar por ele?

Visitá-lo! Mas, essa tarefa de visitar os doentes não é da Pastoral da Saúde? Do padre? Dos ministros da eucaristia? Não! Não é somente deles, é de todo cristão. Todos têm o dever de fazer esse apostolado. A começar pelos próprios familiares, os vizinhos, os agentes de pastoral, de qualquer pastoral ou movimento: RCC – Renovação Carismática Católica, Mãe Peregrina, EJC, ECC, Catequese, Liturgia, Sobriedade, Batismo, etc. Em todos esses movimentos e pastorais tem pessoas que podem praticar essa obra de misericórdia.

Que tristeza quando uma pessoa queixa-se da Igreja Católica, falando: “quando estava doente, ninguém foi me visitar”. Que tristeza quando um católico que participa de um grupo de oração reclama que quando estava acamado não foi uma única pessoa da RCC na casa dele. Que tristeza quando uma comunidade inteira vê um fiel passando mal na Santa Missa e depois ninguém vai visitá-lo. Que tristeza quando um agente de um movimento faz uma cirurgia e dentre todos os membros desse movimento ninguém vai saber como ele está. Que tristeza quando um catequista fica doente e nenhum de seus catequizandos liga ou envia mensagem por e-mail ou facebook para saber dele.

Quantos doentes em nossas paróquias aguardam uma visita, uma palavra de conforto, um simples telefonema. A correria do dia a dia é grande, para todos. Apesar disso todos encontram tempo de assistir as novelas, ao jogo de futebol, para jogar baralho, dominó, passear, mas não tem tempo para visitar um amigo ou familiar que está doente.

Talvez se meditássemos um pouco nas palavras de Cristo que consta no capítulo 25 do evangelho de Mateus, lembrássemos que seremos julgados pela fé que vivemos e o amor que praticamos, pelas nossas obras feitas por amor a Deus. “Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a Mim mesmo que o fizestes” (Mt 25:37-40).