segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Como conversar com os protestantes?

Provavelmente isto já ocorreu com você. Alguém bate a porta, quando você abre, há uma pessoa simpática, com um grande sorriso, uma Bíblia aberta, e um arsenal de questões com o objetivo de atacar, sutilmente, a doutrina da Igreja Católica. Ou você, passando pelo centro de sua cidade, foi parado por alguém que lhe perguntou: "você está salvo?", ou ainda, ao sair da Missa, encontrou pessoas que distribuíam panfletos opondo crenças católicas e debatendo com as pessoas.

Se você entrar na discussão, parece que não vai a lugar algum. Você termina frustrado, parecendo que ninguém se convenceu do que você disse. As outras pessoas continuam andando, aparentemente com mais dúvidas sobre o catolicismo do que antes. Você sabe que não foi muito bem nesse episódio.

O importante é que saber como debater é tão importante como saber sobre o quê debater. Se não dispuser de alguma técnica especial, todo o conhecimento do mundo não adiantará nada no seu diálogo. Se você for um dicionário de teologia ambulante, mas se não souber como manejar uma boa discussão, você está perdendo o seu tempo. Também não é suficiente apenas ter uma boa conversa. Isto não disfarça a ignorância histórica ou doutrinal. Para ser um bom apologista, você precisa de dedicação e de conteúdo.

Escritura e oração

Conheça a Bíblia. Não importa o quanto você esteja bem preparado, não importa o quanto você acha que conhece as doutrinas da Igreja. Você precisa conhecer a Bíblia para enfrentar os fundamentalistas (claro, você tem necessidade da palavra de Deus não somente para debater com os protestantes).

Concentre-se no Novo Testamento, sem desconsiderar o Antigo. Não há necessidade de decorar vários versículos bíblicos como fazem os fundamentalistas, mas você precisa adquirir um conhecimento geral de toda a Bíblia. Você precisa se familiarizar, principalmente, com os Evangelhos ? se você não conhece a história de Jesus Cristo, você está em apuros. Frank Sheed diz o seguinte: "o apologista católico que não mergulha nos Evangelhos é a própria anomalia, e seu trabalho está condenado à aridez".

Os Evangelhos são curtos o suficiente para serem lidos em uma semana. Leia-os várias vezes antes de iniciar qualquer coisa ? e continue lendo-os regularmente. Não deixe de ler os demais livros da Bíblia (muitos fundamentalistas fazem isso, e perdem-se no contexto da Escritura), mas eles devem ser a base para as demais leituras.

Tenha, também, uma vida de oração. Uma boa forma de fazer isso é a leitura meditativa sobre a Bíblia. Leia devagar, sente-se, pense.

A oração é essencial na conquista de convertidos. Em seu coração, reze antes de um debate, durante e após ele. É importante saber o nome da pessoa com que se está debatendo, para que você possa orar por ele também. É natural para o homem medir o sucesso em uma discussão pelo quanto o outro mudou de idéia. Mas, na realidade, "as maiores coisas da terra são feitas dentro do coração de pessoas de fé" (São Luis de Montfort).

Técnica

Em debates, nunca tenha receio de reconhecer sua ignorância. Se você não souber como responder a algo, diga. Você sobreviverá, e também o seu ego. As respostas que você der sobre outros assuntos serão levadas mais a sério se as pessoas com quem você conversar virem que você não está tentando os enganar durante o debate (pena que muitos protestantes não saber perceber isso).

Entretanto, não deixe perguntas sem resposta. Diga à pessoa que esta questão é muito bem formulada, e que você estará lhe respondendo em uma semana. Então vá estudar e traga as respostas que você prometeu. Este método é mais eficaz que dar de ombros e dar qualquer resposta que nem a você convenceria.

Você tem de ser inteiramente honesto. Nunca torne as doutrinas maiores ou menores do que elas realmente são. Não evite casos difíceis, e não suavize doutrinas somente para agradar seus oponentes. Não há necessidade de reduzir a dificuldade de verdades difíceis. Fale sobre as doutrinas como elas verdadeiramente são. Se você somente consegue dar uma pequena explicação sobre a Real Presença, você não está preparado o suficiente para defendê-la. Admitir isso (ao menos para você mesmo), então faça seu trabalho. Um embaraço hoje pode ser o motivo para você se tornar um melhor apologista no futuro. Quando questionado sobre a história da Igreja, não deixe de conhecê-la. Não esconda fatos, não seja falso. Não há necessidade disto. Coloque as coisas todas no contexto, e relembre que a Bíblia ensina que, enquanto a Igreja jamais poderá ser derrotada pelo mal (Mt 16,18), seus membros incluem tanto santos quanto pecadores (At 20,29).

Cuidado com a língua

Sarcasmo nunca é bom. Evite-o, mesmo quando o seu oponente se baseia nele. Quando fazem isso, suas consciências lhes seguirão mais tarde (se a tiverem). Não lhes dê justificativa para tal por rebater sarcasmos com outros.

Lembrar que Deus resiste aos orgulhosos: "Não convém a um servo do Senhor altercar; bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deve corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da verdade" (2Tm 2,24-25).

Familiarize-se com literatura anti-católica. Leia quais são os principais tópicos: a Bíblia como única regra de fé, a justificação somente pela fé, a Missa, a oração à Maria e aos santos, e outros mais. Veja como os argumentos, sejam fracos como sejam, são manuseados. Você perceberá que os materiais anti-católicos não são acurados, mas se você não souber respondê-los, tome notas e estude.

Quando argumentar, seja modesto em suas expectativas. Não espero conversões imediatas; elas não são processos do dia para noite (ao menos as verdadeiras). Saiba de seu sucesso quando seu oponente reconhece que houve uma resposta católica plausível para cara ponto abordado (mesmo que ele não as aceite). Será uma vitória apenas em saber que um anti-católico repensou seus conceitos.

Evite termos técnicos. Mesmo católicos não entendem o que é a "transubstanciação", "imaculada conceição", "mediatrix" e "mérito". Por outro lado, não seja monossilábico. Simplificar é reduzir o valor de pontos importantes; o que é igualmente ruim. Tente falar sobre as doutrinas em linguagem compreensível aos seus oponentes. Mas não reduza a dificuldade nem o valor das doutrinas apenas para ser simpático ao oponente ou ao ouvinte/leitor.

Tente colocar uma doutrina e suas relações com outras. É importante ver a Igreja como um todo.

Evite citações de versos. Isto pouco ajuda. Você precisa possuir alguma perspectiva ? e também os seus oponentes. Comece o debate com um plano traçado, saiba quais serão os pontos principais e leve-os adiante.

O tópico mais importante para se debater é sobre a autoridade: porque você acredita, e porque eu acreditaria em você? Havendo milhares de denominações protestantes, todos proclamando-se a verdadeira representação do cristianismo e a total assistência do Espírito Santo, porque a sua igreja ou o seu pastor são diferentes?

Os fundamentalistas confiam em algumas passagens que acreditam derrubar o catolicismo. Tome a iniciativa. Não os deixe fazer todas as perguntas. Pergunte também, e aborde diretamente as fraquezas do protestantismo.

Explique o que puder

Não debata para vencer. Você pode "vencer", ainda que leve pessoas para fora da Igreja. Debata para explicar. Mostre aos fundamentalistas a doutrina católica como ela é, e não como eles pensam que é. Quer dizer, reorientá-los, dar uma nova chance de rever seus conceitos. Lembre que eles crêem firmemente retirar todas as suas doutrinas da Bíblia. Na verdade a Bíblia é usada para dar razão a doutrinas pré-formuladas. Possuem suas próprias "tradições", que é a interpretação bíblica do seu pastor ou fundador (para muitos fundamentalistas, seu pastor é o seu papa. Muitos, quando questionados sobre pontos difíceis, não recorrem à Bíblia para descobrir as respostas, mas dizem "vamos perguntar ao pastor").

Não importa quantos versos memorizam, os fundamentalistas tomam a Bíblia de forma seletiva. Conhecem pouco sobre história da Igreja, e poucos são doutos em teologia. Muitos não sabem o que é um catecismo (talvez nem saibam que isso existe). Você deve demonstrar uma visão ampla. Se o assunto é interpretação, tome um bom comentário e estude, mas também tome os Padres da Igreja e leia o que eles entenderam e ensinaram sobre o assunto.

Diga aos seus oponentes que você faz isto porque seria incoerente que as pessoas que escreveram quando a Igreja era jovem e as memórias de Cristo estavam ainda ressoando na memória, reportaram doutrinas erradas e heréticas. Se os primeiros cristãos garantiram que um sacerdócio ministerial foi estabelecido por Cristo (que na verdade fez), este fato é um argumento forte para o sacerdócio na nova aliança. Se os escritores de alguns anos após Cristo mencionaram a Real Presença (que na verdade fizeram), isto fala a favor da interpretação católica de João 6. E assim por diante.

Não confunda termos

Conheça os termos usados pelos fundamentalistas. Você pode perder muito tempo discutindo dois assuntos diferentes usando a mesma terminologia. Por exemplo, vejamos o termo fé. Para os católicos, o termo significa aceitar uma verdade revelada (doutrina) apenas pela Palavra de Deus. Isto significa fé teológica ou confessional. Mas para os fundamentalistas, fé é confiar nas promessas de Cristo. Esta é a fé ?fiducial?.

Tradição é um outro termo confuso, assim como inspiração e infalibilidade. Veja o que os fundamentalistas entendem sobre estes termos e compare-os com a definição católica. Se você não definir os termos, os protestantes não vão entender seus argumentos. Não vá pensando que tudo o que parece na verdade é. Descubra o que seus oponentes estão querendo dizer. Tenha paciência.

Os fundamentalistas costumam dizer: "iniciaremos o debate admitindo que a Bíblia é a única regra de fé do cristão". Na verdade significa dizer: "vamos admitir que a Igreja não possui autoridade alguma; todas as respostas para questões de fé são claramente encontradas na Bíblia". Não concorde com isso. Não é verdade. Em resposta, pergunte ao seu oponente: "onde a Bíblia diz que ela deve ser tomada como única regra de fé?". A Bíblia silencia quanto a isso. Na verdade ela nega esta doutrina (cf. 1 Cor. 11:2, 2 Ts. 2:15, 2 Tm. 2:2, 2 Pd. 1:20, 3:15-16), mas você deve conhecer os versos para citar sua prova.

Discuta sobre a história da Bíblia. É preciso deixar claro que foi a Igreja quem formou a Bíblia, não o contrário. A Bíblia não apareceu pronta. Note, também, que o Novo Testamento não é um catecismo. Não foi escrito para pessoas que já eram cristãs, por isso não se pode pretender ser considerada única fonte de ensino religioso. Nos tempos primitivos, o ensino era oral e protegido pela autoridade da Igreja, que também decidiu quais os livros que deveriam constar na Bíblia, e quais os que não deveriam.

Alguns erros

O bispo Fulton Sheen certa vez escreveu que poucas pessoas odeiam a Igreja Católica, mas milhões de pessoas odeiam o que eles acham ser a Igreja Católica. Você precisa mostrar aos fundamentalistas o que a Igreja de fato é.

Discuta um tópico por vez; devagar; aborde-o de vários ângulos, e não deixe a discussão desviar para outros assuntos, senão você se perderá na argumentação e seu esforço não adiantará nada. Não pense que os protestantes sabem o que você entende mesmo sobre pontos simples, como missa, alma e revelação. Se eles sabem, provavelmente não sabem o que a Igreja ensina sobre estes termos. Você deve falar com eles da forma como falaria sobre o catolicismo para um católico não evangelizado.

Lembrar que o conhecimento deles sobre a doutrina da Igreja é baseada principalmente no que ouvem nos cultos ou o que lêem em um livro ou dois, não-católicos. Debatem com boas intenções, mas são desinformados. Mas a culpa não é só deles. Eles confiam nas fontes que possuem, mas agora devem aprender que há mais a considerar.

Lembrar, também, que a fé é um dom. Muitos convertidos ao catolicismo dizem que a doutrina foi um fator importante para a conversão, mas também a evidência de ver católicos que vivem suas vidas de acordo com a fé que professam. "Portanto, não temais as suas ameaças e não vos turbeis. Antes santificai em vossos corações Cristo, o Senhor. Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito" (1Pd 3,15).
Traduzido para o Veritatis Splendor por Rondinelly Ribeiro.

domingo, 21 de outubro de 2012

Espiritualidade

Regulamento para uma pessoa se santificar no mundo (ao longo do dia)


Extraído e adaptado das obras de Santo Afonso Maria de Ligório



Ao longo do dia:
V – Fazer pelo menos um quarto de hora de leitura espiritual;

VI – Recitar o terço meditando em seus mistérios, sendo possível reze-o em família;

VII – Fazer a visita ao Santíssimo Sacramento e à Santíssima Virgem, na Igreja caso possível;


Para estes três exercícios, se fixa a hora em que as ocupações de cada um permita:


VIII – Dizer freqüentemente e dum modo especial, no principio e no fim do trabalho, orações jaculatórias, e fazer principalmente atos de amor a Deus como: “Ó meu bom Jesus! Eu vos amo. Eu quero amar-vos; fazei que eu vos ame muito, etc". não esquecendo a prática da comunhão espiritual;

IX – Exercitar-se na mortificação dos olhos, dos ouvidos, da língua, abstendo-se de olhar para coisas inúteis, de as escutar e dizer, ainda que não sejam perigosas, para deste modo mais facilmente se abster das más e perigosas;

X – Aproveitar as ocasiões de sofrer alguma pena, contradição ou humilhação por amor a Deus. Submeter-se em todas as contrariedades e padecimentos, em todas, à vontade de Deus, dizendo: "Oh! Meu Deus! Vós assim o quereis, a vossa vontade seja feita".

XI – Quando estiver à mesa, abster-se de alguma coisa de que mais goste; nunca saciar inteiramente o apetite, nem comer fora da hora da comida sem necessidade.

XII – Evitar a ociosidade, as más companhias, as más leituras e as ocasiões do pecado, especialmente aquelas em que a castidade pode sofrer perigo. Santo Afonso, Santa Tereza e muitos outros Santos dizem que uma das principais regras para a perfeição e santificação d’uma alma, é evitar a familiaridade das pessoas de diversos sexos, ainda que essas pessoas sejam religiosas, porque muitas vezes o demônio lança em nosso coração certas afeiçõezinhas menos puras para com elas, fazendo passar por espirituais coisas que são verdadeiras loucuras;

XIII – Fazer o sinal da cruz nas tentações, sobre tudo nas carnais, estando só e dizer no fundo do coração: "Jesus! Maria! José! Socorrei-me". Não se perturbar, se a tentação continuar, mas orar mais vivamente e dizer: "Ò meu Jesus! Antes quero morrer que ofender-vos".

XIV – Não se perturbar, se tiver a desgraça de cometer algum pecado mesmo grave, mas fazer um perfeito ato de contrição com o propósito de não cair mais e de confessar na primeira ocasião que puder.

sábado, 20 de outubro de 2012

Espiritualidade

Regulamento para uma pessoa se santificar no mundo (à noite)



Extraído e adaptado das obras de Santo Afonso Maria de Ligório



XV – Fazer, em uma hora fixa, como por exemplo, às nove horas, a oração da noite e o exame de consciência; dizer os Atos cristãos e as Ladainhas da Santíssima Virgem depois de ler alguma coisa acerca do que deve meditar no dia seguinte;

XVI – Depois de ter rezado as três Ave Marias, como de manhã, despir-se com modéstia; estando na cama cobrir-se sempre com decência e conservar-se nela com modéstia; ocupar o espírito na meditação do dia seguinte, no pensamento da morte ou em qualquer outro santo pensamento, e fazer ou dizer as orações jaculatórias que puder, até que venha o sono.

XVII – Escolher um bom confessor, em quem tenha confiança; abrir-lhe bem o coração e deixar-se guiar pelos seus conselhos, e nunca o deixar sem grave motivo;

XVIII – Confessar-se uma vez por semana e comungar tantas vezes quantas o seu diretor permitir;

XIX – Nutrir no seu coração uma devoção constante e terna para com Maria Santíssima. Repetir a Ave Maria quando o relógio der horas, ao entrar em casa e ao sair, acrescentando: "Jesus Maria e José, eu vos amo; não permitais que eu vos ofenda". Jejuar nos sábados e na véspera das sete festas de Maria Santíssima. Fazer uma novena com preparação para cada uma delas, bem como as do Natal, Pentecostes e Santo Patrono. Trazer os escapulários ou algumas medalhas piedosas e inspirar aos outros a devoção à Maria Santíssima.

XX – Ouvir sermão todas as vezes que puder. Entrar em uma congregação, para se ocupar do que interessa a alma. Fazer com o mesmo fim um dia de retiro espiritual, todos os meses. E todos os anos exercícios espirituais por espaço de quatro ou cinco dias.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Ano da Fé


Igreja concede indulgência plenária durante o Ano da Fé


Durante todo o Ano da Fé, de 11 de outubro 2012 a 24 de novembro de 2013, poderão ter acesso a uma indulgência plenária da pena temporal pelos próprios pecados distribuída pela Misericórdia de Deus, aplicável em sufrágio às almas dos fieis defuntos, todos os fieis que, verdadeiramente arrependidos e devidamente confessados, comungarem sacramentalmente e rezarem pelas intenções do Santo Padre.

Segundo o Decreto Urbis et Orbis, datado de 14 de setembro passado e agora publicado pela Penitenciaria Apostólica, são as seguintes as condições para lucrar tal indulgência plenária:

a) Participar pelo menos em três momentos de pregação durante as Missões, ou em três lições sobre as Atas do Concílio Vaticano 2º e sobre Artigos do Catecismo da Igreja Católica, em qualquer igreja ou lugar idôneo;

b) Visitar em forma de peregrinação uma Basílica Papal, uma catacumba cristã, uma Catedral, um lugar santo designado pelo ordinário do lugar para o Ano da Fé (por exemplo entre as Basílicas Menores e os Santuários dedicados à Virgem Maria, aos Santos Apóstolos e aos Santos Patronos), participando aí em alguma sagrada celebração ou pelo menos recolhendo-se por algum tempo em meditação, concluindo com a recitação do Pai-Nosso, a Profissão de Fé em qualquer forma legítima, as invocações à Virgem Santa Maria e, segundo os casos, aos Santos Apóstolos e Patronos;

c) Nos dias determinados pelo Ordinário do lugar para o Ano da Fé (por exemplo, nas solenidade do Senhor, da Virgem Maria, nas festas dos Santos Apóstolos e Patronos, na Cátedra de S. Pedro) participar num lugar sagrado numa solene Eucaristia ou na Liturgia das Horas, juntando-lhe a Profissão de Fé em qualquer forma legítima;

d) Renovar as promessas batismais em qualquer forma legítima, num dia livremente escolhido, durante o Ano da Fé, por ocasião de uma a piedosa visita ao batistério ou outro lugar onde se recebeu o batismo.
 
Em Guarulhos os Santuários escolhidos para o Ano da Fé foram:
 
Santuário Nossa Senhora do Bonsucesso
Santuário São Judas Tadeu
Catedral Matriz Nossa Senhora da Conceição
Seminário Diocesano Imaculada Conceição

Combate a Miséria : Esquerda ou Direita ? Só Cristianismo.

 


No  ano 257 d.C, quando uma perseguição implacável foi levantada contra os cristãos por Valério, o Arquidiácono Lourenço( cuja função incluia cuidar dos vasos sagrados da Igreja e distribuir dinheiro para os necessitados) foi preso e levado perante o Prefeito.

Quando questionados sobre os tesouros da igreja, São Lourenço pediu um  prazo de três dias para prepará-los. Ele então passou a recolher todos os pobres e necessitados, e os reunindo, os apresentou ao prefeito e disse: "Eis os tesouros da Igreja".


 
O cristianismo é uma forma de vida.

Ele não é, quando autentico, "algo" que se usa aqui ou ali em sua vida, de acordo com as conveniências.

Não. O cristianismo define a sua visão de mundo, a sua perspectiva sobre o que é o certo e o errado.

Isso contudo não significa dizer que todos os cristãos devem, em tudo, concordar, ter os mesmos gostos sobre trivialidades, as mesmas preferências sobre o que é acidental.

Certamente não deve ser assim, e ha espaços para diversidades de opiniões, "jeitos de ser", não sendo o cristianismo um modelo férreo de comportamento, sobre coisas banais da vida.

Contudo, sobre o fundamental, os cristãos devem concordar,  e é razoável conceber que crendo sobre o mesmo no que diz respeito ao fundamental, os cristãos tenham uma visão comum (no essencial), sobre boa parte dos temas mais polêmicos, que em geral dividem os grupos humanos.

Nestes tempos de eleições, é comum que muitos cristãos batizados se vejam divididos entre se situarem entre dois grupos : Os de esquerda e os de direita.

Alguns sugerem  termos como "progressistas" e "conservadores".

Em uma sociedade pós cristã, é mais comum que essas auto identificações sejam mais relevantes nas formas de agir na vida do que a fé recebida no batismo.

De todo modo, como "forma de cultura", o cristianismo, ainda que diluido, ocupa espaço nas formulações e auto justificações dos anseios meramente mundanos do homem moderno.

Assim sendo, em geral um "esquerdista" ou um "direitista" (ou se você preferir um "progressista" ou um "conservador") , vão fazer uso do cristianismo para justificar suas verdadeiras adesões de fé, que são centradas em perspectivas mundanas sobre o "poder dos homens" de realizar no mundo os feitos inspirados por suas ideologias.

Assim, um esquerdista usa citações bíblicas ou patristicas para defender as obras assistencialistas do estado, para condenar o acumulo de riqueza, para defender o desarmamento civil, o fim da pena de morte, e etc...

Igualmente, um direitista vai fazer uso de sua seleção de citações bíblicas e patristicas para defender que o estado(e mesmo o homem comum) não realize qualquer obra assistencial, para defender o acumulo de riqueza e o luxo, para defender o uso de armas por qualquer um e a pena de morte, e etc...

E como tal coisa é possível ? Será o cristianismo contraditório ?

Não, de forma alguma.


O "x" da questão é que o cristianismo autentico pressupõe a liberdade dos indivíduos.

E assim, ainda que exista claros apontamentos sobre o caminho a se seguir, não ha nesses qualquer imposição inexorável como se deve caminhar.

E é justamente assim em razão de ser o cristianismo de fato uma forma de se viver, e não uma "doutrina", que pretende atuar na vida dos seus adeptos.

Vamos hoje neste artigo centrar nossas atenções na assistência social estatal.

Afinal de contas, o investimento de dinheiro publico, no combate a extrema miséria, tem sustentação no nexo cristão? Ou isso "é coisa de comunista" ?

Deve ser algo  claro para um cristão :A  miséria, a fome do seu vizinho, é algo aviltante, sofrido e mesmo inaceitável para ele. Um cristão não pode ser feliz quando o seu vizinho é um miserável. Não importa as razões que levaram o seu vizinho a ser um miserável.

Pois se o cristão deve ver a cada homem como um "ícone do Cristo", como se faz possível ver o Cristo na miséria e não perder a alegria ?

O ponto em questão é que a miséria do seu vizinho o deve incomodar de um modo tal, que  mesmo a legitimidade do seu básico se torna comprometida.

É importante que aqui tratamos de miséria e não de pobreza. Pois se um cristão tem  apenas um teto, vestimentas, um cobertor para o frio, e comida para seus filhos,  ele é um pobre. Mas em sua pobreza, ele tem o básico.  Daí que mesmo para ele, é simplesmente inaceitável que o seu vizinho não tenha ao menos esse mesmo básico.

O que então sentirá o cristão, que tem mais do que o básico, diante da miséria alheia ?
 
 
O pecado da insensibilidade.

Quando um cristão simplesmente não vê como inaceitável que o seu vizinho não tenha essa básico, em geral ele começa a justificar a sua dureza de coração, apontando para as culpas do seu irmão que vive na miséria.

Muitas vezes ele está correto em apontar que o miserável  se acomoda, que não luta com o suficiente denodo para superar as limitações materiais da vida, e que mesmo vive a esperar, de forma parasitaria, o auxilio de outros.

Tal inercia  é de fato, um problema espiritual de muitos.

Contudo, como qualquer um que sofre dos efeitos de uma doença física deve ser antes de tudo auxiliado para que obtenha a cura (ou mesmo o alivio mínimo de suas mazelas), aqueles que sofrem de uma doença espiritual devem também receber um auxílio, para a cura ou mesmo para que não padeçam tanto em razão de suas moléstias.

Assim como o individuo cristão não deve se conformar com a miséria do seu vizinho (e aqui estamos falando da falta do básico material), o estado que representa todos os cristãos(em uma sociedade cristã) não deve deixar de ser um meio de auxilio ao miseráveis, ao menos naquilo que atende a erradicação da  miséria.

Logo, não há qualquer dúvida, que um estado que promova ações de auxilio aos miseráveis, que permita a essas pessoas  ter ao menos um teto, vestimentas essenciais, alimentação básica, e acesso a remédios e tratamentos médicos essenciais, não está fazendo nada em contrário ao cristianismo, mas ao contrário, está dando um bom cumprimento a coleta dos impostos dos cristãos, restituindo uma parte do que arrecada em vestir os nus, alimentar os famintos, dar abrigo aos que nem isso tem.

Os cristãos então deveriam é cobrar do estado o atendimento dessas obras, para o melhor uso dos impostos coletados, e nunca reclamar sobre o uso do “seu dinheiro” para o “custeio de parasitas”.

Se um cristão ao andar por uma rua recebe o pedido de um mendigo por um trocado para comer, ele deve antes de dar os seus cinqüenta centavos, questionar o mendigo sobre a razão dele não ter estudado quando criança ? Ou sugerir ao mendigo levantar-se e procurar lavar um automóvel em troca de um prato de comida ?

Eu passo por uma rua e uma mulher com filhos pequenos me pede uma ajuda qualquer, qualquer trocado para poder alimentar os seus filhos. O que penso ? Por qual razão ela se permitiu ter filhos se não consegue alimentar nem  a si mesma ?

Em que momento cabe a esmola, se o cristão sempre olhar o mendicante como um “vagabundo aproveitador” ?  Ou como um "estorvo humano" ?
 
 
Esse olhar duro é o avesso do olhar cristão.

Eu não devo julgar a razão para o mendigo estar naquela situação (que muito provavelmente, é obvio, conta com a responsabilidade dele), o que importa antes de tudo, é que aquele individuo está passando por uma situação de vida extremamente crítica, e que naquele momento, o  mais importante para mim é o ajudar a mitigar um pouco o seu sofrimento.
 

Mas então o critico diz : “Assim, incentivamos a mendicância...”

Bom, será necessário compreender, que aquele que se vê incentivado a viver como um mendigo em razão de receber as migalhas do seu próximo, é de fato alguém muito necessitado de ajuda.

Estamos aqui tratando do emergencial, e não do luxo.

O auxílio no básico, no essencial, nunca será uma medida de incentivo a manutenção da miséria, mas sim é uma medida de erradicação da mesma.

Novamente : Não se trata de erradicar a pobreza.  Isso nem mesmo deveria ser um desejo, pois ha sem dúvida, uma "pobreza cristã", plenamente desejável.

Aqueles que então são fracos (ou mesmo incapazes) de conseguir a partir da obtenção do mínimo material, buscar mais pelas próprias forças, vão viver na pobreza, mas vão ter ao menos o essencial.

A pobreza do próximo, não deve ser motivo de angustia para mais ninguém, pois de certo, aquele que deseja o supérfluo, não deve exigir do seu irmão um esforço nesse sentido.

É importante então caracterizar, que não será um anseio cristão, a igualdade plena de todos os indivíduos, no que diz respeito aos seus bens materiais ou sobre tudo aquilo que ultrapasse o básico.

Pois obviamente o estado vai de fato criar um malefício social e mesmo praticar um  pecado, se passar a custear com os impostos arrecadados algo para alem do atendimento ao básico,  pois assim  desta forma, realmente estará criando um incentivo a  fraqueza dos indivíduos, com base no suor dos que trabalham.  


Claro, a televisão, a roupa bonita, o mobília bem trabalhada, o videogame,  isso não é um dever do estado bancar, e nem mesmo é uma obrigação de cada cristão prover ao seu vizinho. São os frutos que virão do esforço de cada um, na medida de suas potencialidades.

Esse anseio (de uma igualdade material para alem do básico) é sim estranho ao nexo cristão e deve mesmo ser refutado como uma ilusão materialista. 

Contudo, tal ilusão  deve ser considerada  apenas como sendo o extremo oposto do igualmente errado sentimento de total insensibilidade a miséria alheia.

Ambos não se baseiam no cristianismo, mas sim são deturpações dele.

Assim, em uma sociedade verdadeiramente cristã, o estado deve ser um canal de auxilio aos miseráveis, de modo que nenhum individuo morra de frio em razão de não ter um teto, um cobertor, que não morra de inanição por não ter ao menos o pão de cada dia.

E o limite do discernimento é esse : O amor cristão não pode permitir a miséria, mas deve ver a pobreza ou a riqueza como uma conseqüência do esforço de cada um.

Desta forma,  tendo tal discernimento, o incentivo ao trabalho individual, ao esforço pessoal para se obter algo para alem do mínimo, nunca será contrastado com a aplicação de um senso de responsabilidade social por parte do estado, que apenas representa os anseios de uma coletividade de cristãos, pois se ele usa parte do que arrecada com os impostos para evitar a miséria dos mais fracos (em um sentido mais amplo), ele não faz nada alem de dar um uso cristão aos impostos, e nisso cumprir sua função.


Deve igualmente o estado, no cumprimento do seu dever de representar os anseios da coletividade cristã, não permitir que os recursos advindos dos impostos sustentem algo para alem do básico para os necessitados, para que este auxilio caritativo não se transforme em um  veneno.


http://cetroreal.blogspot.com.br/

O Valor da Santa Missa, padre João Baptista Reus


 
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Eis um breve relato de algumas visões do padre João Baptista Reus, com relação à maravilhosa realidade sobrenatural da Santa Missa. Falecido em odor de santidade, teve este sacerdote, a graça de ver o que acontece de sobrenatural durante a Santa Missa, a qual, por razão, costumava chamar de "A FESTA NO CÉU".
Ao tempo em que o demônio procura eclipsá-la, vamos adorar mais e mais a Jesus, em reparação a tantas blasfêmias que contra a Eucaristia se cometem. Eis o que era dado ver ao Padre Reus:
"Nossa Senhora convida todo o Paraíso para participar da Santa Missa. Todos os anjos e Santos A seguem em maravilhoso cortejo até o altar. Os Santos formam um semi-círculo ao redor do sacerdote celebrante e o acompanham até o altar. Lá chegando, os anjos se colocam atrás dos Santos.

Outra multidão de anjos cerca a igreja e cobre os fiéis, impedindo a aproximação dos demônios durante a Santa Missa, em honra á Majestade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
 
A Virgem Santíssima está sempre junto do celebrante, do lado do altar onde é servida a água e o vinho, e onde são lavadas as mãos do sacerdote. É a própria Mãe de Jesus quem serve o celebrante e lava suas mãos. Entre Nossa Senhora e o celebrante, é convidado o Santo do dia.

Todas as almas do Purgatório também são convidadas pela Virgem Maria e permanecem durante toda a Santa Missa aos pés do altar, entre o celebrante e os fiéis. Conta o Padre Reus que ele via as almas do Purgatório em verdadeira festa e com grande esperança de libertação. Padre Reus via uma chuva caindo sobre o Purgatório durante toda a Santa Missa.

No momento sublime da Consagração, quando estas almas veem Nosso Senhor Jesus Cristo em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, sentem um desejo incontrolável de sair daquelas chamas e se atirarem em Seus braços, mas não conseguem, por não estarem ainda purificadas.

Após a Consagração, acontece a libertação do Purgatório, das almas que já atingiram a purificação. Nossa Senhora estende a mão a cada uma delas e diz: "Minha filha, pode subir ".

Os anjos saúdam as almas libertadas do Purgatório, abraçando-as. É um momento de imensa alegria e beleza. Em seguida, estas almas, resplandecendo com a beleza indescritível, adornadas como noivas, como anjos, são introduzidas triunfalmente no Paraíso, por uma multidão de anjos, ao som de música e cantos celestiais.


- Na hora da morte, as Missas que houveres assistido serão a tua maior consolação.

- Toda Missa i
mplora o teu perdão junto da justiça Divina.

- Em toda Missa podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados e diminuí-las mais ou menos consoante a teu fervor.
- Assistindo com devoção à Missa, prestas a maior das honra à Santa Humanidade de Jesus Cristo.
- Ele se compadece de muitas das tuas negligências e omissões.
- Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais porém te arrependestes.
- Diminui o império de Satanás sobre ti.
- Sufraga as almas do Purgatório da melhor maneira possível.
- Uma só Missa a que houveres assistido em vida, ser-te-á mais salutar que muitas a que outros assistirão por ti depois da tua morte, pois pela Missa participas da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

- A Missa preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam.
 
- Na Missa recebes a benção do sacerdote, a qual Nosso Senhor confirma no Céu. És abençoado em seus negócios e interesses pessoais.
- Toda Missa alcança-te um grau maior no Céu e diminui o teu Purgatório."


http://osegredodorosario.blogspot.com/2011/07/o-valor-da-santa-missa.html

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Espiritualidade

Regulamento para uma pessoa se santificar no mundo (de manhã)





Extraído e adaptado das obras de Santo Afonso Maria de Ligório

Pela Manhã:


I – Levantar-se a uma hora certa, como por exemplo, às 5 horas ou às 5:30, e nunca alterar a hora sem causa justa;


II – Oferecer, logo que acordar, o coração a Deus, fazer o sinal da cruz e vestir-se prontamente e com modéstia; depois rezar de joelhos três Ave-Marias em honra do Coração Imaculado da Santíssima Virgem Maria para obter uma grande pureza de coração, de corpo e espírito;


III – Fazer a oração e meditação da manhã durante meia hora, ou ao menos por espaço de um quarto de hora.


IV – Assistir à Santa Missa todas as vezes que puder.