domingo, 27 de maio de 2012

Fogo do Céu


A torre de Babel narrada pela Bíblia mostra a verdadeira confusão e o desentendimento humano quando as pessoas querem comunicar-se com Deus mas não seguem suas orientações (Cf. Gênesis 11,1-9). O abismo entre o discurso sem a prática adequada da fé faz com que a confusão das línguas ou projetos de vida tornem as pessoas humanas desunidas para a construção de uma vida de possibilidade cidadã para todos.

Jesus veio se colocar à nossa frente, ensinando o que e como fazer para termos vida de sentido e qualidade. O “cada um para si” não resolve o problema de cada pessoa, mesmo se ela tiver tudo o que quer, pois, somente se realiza quem dá de si pelo bem do semelhante. Após cumprir a missão que o Pai lhe deu de Conseguir alcançar o objetivo de vida de todo o ser humano, o Espírito Santo é enviado aos discípulos.

Línguas de fogo lhes caem em cima como  para os santificar e lhes dar o ardor missionário. Deste modo, eles tiveram o impulso necessário para realizarem o mandato de Jesus: “Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos” (Mateus 28,19). Mas, tornarem-se discípulos requer autenticidade de amor e fraternidade entre os mesmos. Isso nem sempre ocorreu na história, com as divisões. Jesus queria união dos discípulos assim como Ele mesmo e o Pai são unidos.

Com a ação do Espírito Santo a conversão dos corações e das atitudes acontecem. É necessária a abertura a essa ação. O diálogo, a valorização do que é positivo, os pontos comuns, a busca da compreensão da história e da boa vontade do outro, a união de esforços para o serviço à vida e à promoção do bem comum, assim como a oração, são meios importantes para os cristãos divididos poderem se expor à ação do fogo do céu enviado pelo  Espírito Santo.

Encerramos na festa de Pentecostes a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Muitos valorizam esta Semana e até promovem outros momentos de reforço na oração para ajudarem a particare o diálogo ecumênico frutuoso. Afinal, inúmeros falam e muitos, de fato, seguem o Mestre. O cerne da prática do ensinamento de Jesus é o amor. Sua Palavra, os dons do Espírito Santo e a boa vontade nos moverão mais para o testemunho de vida coerente com a fé no Filho de Deus!

Paulo nos lembra a realidade de formarmos um só corpo: “De fato todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo” (1 Coríntios 12,13). Deixar-se conduzir pelo Espírito necessariamente nos move à maior união, compreensão e atuação para testemunharmos que, de fato, seguimos a Cristo, vivendo o amor entre nós mesmos, que nos dizemos cristãos.

As separações históricas não nos devem motivar para acentuá-las. A ação do Espírito não nos move a fazer qualquer coisa como válida, dizendo ser obra do mesmo Espírito Santo. Ele vem nos despertar para usarmos os dons diferenciados para a promoção do bem comum. Por isso, pode-se distinguir entre idéias   ou vontade pessoal e a real ação do Espírito, justamente na prática da união, do respeito e do amor vivido entre nós, com a obediência  à vontade de Deus.

Esta se manifesta no que Jesus afirma e é explicado por quem Ele deixou para nos ensinar. O ecumenismo (ou diálogo e fraternidade) entre os cristãos manifesta o caminho na direção do desejo de Cristo.


Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)

Pentecostes


Festa da comunicação, da presença do Comunicador de Deus, presente no Espírito Santo. Com Ele, a Palavra de Deus tem dimensão globalizada. Palavra que atinge o mundo com força transformadora, provocando mudanças de atitudes. É como o caminho virtual da nova comunicação, passando pelas fibras óticas, chegando instantaneamente nos quatro cantos do mundo.

Pentecostes tem dimensão de solidariedade, cultura de paz, aglutinador, reunindo nele todos os povos para vivenciar a Páscoa do Filho de Deus. Aí está a fonte da salvação e da vida plena para todos. É a plenitude da comunicação do divino com o humano, possibilitando vida mais digna, fraterna e feliz.

Em Pentecostes se celebra a vinda do Espírito Santo, fato este narrado pela bíblia, quase como uma releitura do acontecido no Monte Sinai, quando Moisés recebe de Deus as Tábuas da Lei. Agora é um novo Sinai que acontece, é Deus vindo comunicar-se com seu povo para confirmá-lo na missão.

Falamos aqui sobre o início da ação da Igreja como evangelizadora e instrumento de vida para os que creem. Para isto ela usa a linguagem da comunicação apresentando as propostas do Reino de Deus. A presença do Espírito Santo é a força inspiradora dessa linguagem que atinge os corações.

A paz, o shalom em hebraico, tem o sentido de completar o valor justo, o vazio deixado pelo objeto tirado. Assim entendemos que ela, trazida pelo Espírito Santo, é a eterna harmonia com Deus, com as pessoas e com o universo. Isto deve ser o sonho de todas as pessoas que têm a marca da esperança de um mundo melhor.

Deus, em nossa vida, é a presença da paz e da esperança. Toda comunidade pascal é portadora de paz, sinal da ação do Espírito que faz passar da morte para a vida todo o universo. É uma mensagem que deve combater as forças do mal que fragilizam a dignidade humana. Para isto, o Espírito Santo vem ser a marca unificadora da diversidade na unidade, abrindo portas de vida nova para o mundo.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba

sábado, 26 de maio de 2012

Esta é a nossa Igreja

Orientações  para as Eleições municipais de 2012

Complementação à Mensagem da CNBB sobre as eleições


No período eleitoral, a CNBB orienta suas comunidades eclesiais a agir atentas aos sinais do Espírito, na certeza de que o Senhor continua em nosso meio, caminhando conosco, partilhando nossas esperanças e angústias.


Esse mesmo Espírito nos impulsiona a buscar sempre o novo: um novo Estado, uma democracia mais ampla e participativa, uma nova forma de fazer justiça, uma nova forma de viver uma igualdade na dignidade dos filhos de Deus.


Para vivenciarmos esses valores no período do processo eleitoral, oferece sugestões práticas para motivar a bem votarmos  nas eleições municipais de 2012:


Agir coletivamente


O momento da realização das eleições municipais em nosso País deve ser aproveitado para a reflexão e a construção de novas práticas, de novas posturas, tanto do Estado como do povo frente a ele para darmos passos na consolidação da democracia.
O primeiro passo será buscar a construção da consciência coletiva, levando o povo a se constituir como sujeito do processo político.  Os grupos comunitários, organismos ou pastorais sociais tenham esta preocupação entre seus objetivos; podem ser o espaço aglutinador e coordenador do processo de construção da consciência coletiva, objetivando a construção da cidadania.


Formar as comunidades para a participação


Diante do amplo desencanto e descrédito com o processo político em grandes parcelas da população, notadamente dos jovens, é fundamental a formação da consciência de que o novo Brasil e o novo município virão com a nossa participação.


Cruzar os braços ou fazer de contas de que nada está acontecendo é atitude de quem quer manter a coisa como está, deixando todas as decisões nas mãos dos que detêm o poder.



Conscientizar para o voto cidadão


É necessário usar de todos os meios possíveis para conscientizar os cidadãos e cidadãs deste País da responsabilidade de votar, e de votar bem.


É preciso conscientizá-los para o fato de que o voto tem relação com o bem-comum. Daí a necessidade de:

  1. Produzir instrumento de educação política ou utilizar os já existentes;
  2. Debater na comunidade os temas políticos em circulação para entendê-los melhor;
  3. Conhecer as funções que estão em jogo nas eleições municipais: a missão do prefeito/a e vice, a função dos vereadores/as;
  4. Ter presente as várias possibilidades da Lei da Ficha Limpa e conhecer as fichas dos candidatos/as. Ficha suja não merece o nosso voto.

Criar Comissões de acompanhamento político

 Não deixar o(a) eleito(a) sozinho. Lembremo-nos de que as experiências têm mostrado a importância do eleito(a) estar comprometido com a comunidade. Ele pode tornar a Câmara  mais transparente à participação popular.



Pensar um projeto para o município

Temos já várias experiências nesse campo no Brasil, onde os problemas dos municípios são discutidos, não só por técnicos e políticos, mas por toda a população organizada, tendo como objetivo construí-lo integrando os nossos sonhos.

Podemos citar as assembléias municipais com caráter popular, realizadas a partir da população organizada ou a partir de governos populares comprometidos com a democracia participativa.



Pensar no Brasil e  nos seus diversificados problemas sem solução

Embora as eleições de 2012 sejam Municipais, há questões que devem estar presentes, dada a sua gravidade e a sua importância no momento histórico:

  1. A revisão do modelo econômico e da forma de consumo;
  2. A busca de uma nova forma de encarar o trabalho. Pensemos na encíclica papal “Rerum Novarum” de 1891, onde o trabalho precede o capital, e na encíclica “Sobre o Trabalho Humano” do Papa João Paulo II, que diz ser “o  trabalho a forma do humano ser co-criador do universo”;
  3. Tomar a vida mais digna, desde a sua concepção até o fim natural, como a busca incessante de todo agir humano, notadamente daqueles e daquelas que assumem posições significativas no espectro político;
  4. O processo de democratização do acesso a terra e ao solo urbano: no campo, a busca de uma ampla Reforma Agrária com reforma agrícola, sempre adiada em nosso país; e na cidade, a  busca de uma reforma urbana.
  5. A necessidade de tornar os meios de comunicação mais democráticos, democratizando inclusive o direito à informação e à comunicação, questionando os monopólios presentes nesta área;
  6. A urgente Reforma Política, com  ampla participação da população, para atender a todos e não apenas aos interesses de pessoas e grupos encastelados no poder.

Aparecida, 26 de abril de 2012

Os Três Aspectos da Cruz de Cada Cristão.


 
 
Ouvimos no Santo Evangelho, as palavras do Senhor Jesus Cristo indicando que cada cristão deve carregar a sua cruz: 
 
Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. 
(Mc 8:34). 
 
Ele mesmo carregou Sua cruz . 

Ele não só carregou uma pesada cruz de madeira sobre a qual Ele estava prestes a ser crucificado, mas sim Ele suportou uma cruz  durante toda a Sua existência terrena! 

Sim, pois devemos considerar que o Deus eterno juntou-se à humanidade, e como  Deus-homem, viveu entre os homens, compartilhando Sua vida com eles. 

Ele então trouxe a esta terra o Seu amor e a Sua misericórdia. Sem julgar ninguém, Ele perdoou a todos, realizando inúmeras obras miraculosas de misericórdia, amor, perdão e cura. 

E sempre incessantemente Ele fez brilhar a luz do amor entre os homens, de forma ainda mais intensa do que a ação do ódio satânico  desferida contra Ele. 

Seus inimigos cerraram fileiras contra Ele, vindo em Sua direção  por todos os  lados, em última análise, O colocando na cruz.

Como então agora lembramos,  o verdadeiro cristão só pode seguir a Cristo apenas se também tomar para si uma cruz, a Santa Cruz. 

E esta Santa Cruz é composta de três partes, como foi explicado a nós por São Teófanes o Recluso. 

O primeiro aspecto desta cruz é a luta contra o vício do pecado, que só nascerá pelo cultivo do desejo de viver uma vida piedosa e cristã.


Todos os desafios nascem em resposta a isso, pois tal indivíduo percebe como uma verdadeira ruína cair em razão dos  hábitos pecaminosos, pois sabe como tais hábitos o dominam e tentam o controlar.

E são muitas as vezes que isso ocorre : inicialmente, a alma de um pessoa queima com o  ardor de se viver uma vida cristã, mas seus pecados habituais, aqueles aos quais ele já se habituou a cometer, irresistivelmente o atraem, de modo que ele sempre retorne a eles, de novo e novamente. 

É por isso que o Bispo Teófanes diz que um homem em um estado de pecado é como uma pessoa que estivesse andando com um cadáver em decomposição amarrado as suas costas. 

Tal pessoa se sente  vinculada ao cadáver, recusando-se a lançá-lo fora e seguir a diante sem ele. E tal cadáver  é a natureza decaída e pecaminosa. 

Como diz o ditado, "você não pode fugir de si mesmo."
O segundo aspecto da cruz é a luta para suportar todas as provações e tribulações da nossa existência terrena. 

Esta é mais comumente conhecido como a cruz  de cada um, que inclui todas as dores, doenças, perdas pessoais, e assim por diante. 

Aqui temos de afirmar que se uma pessoa é humilde e obediente, aceita todas as tristezas como tendo sido enviadas a ele pela providência de Deus para o seu benefício espiritual. 


E se for assim, tal pessoa receberá algo completamente diferente de suas agruras. 

Mas aquele que reclama, se tornando rebelde e indignado, este logo se ve tomado pelo desanimo. 

Será apenas deixando as reclamações, por conta de uma verdadeira humildade e submissão, que este homem será capaz de ver cada desafio como vindo diretamente da mão direita do Senhor, e nisso tudo verá de uma forma distinta, como se todas essas provações lhe trouxessem paz , justamente em razão da consciência cristã de que todas as coisas são apenas como devem ser. 

Pois O Senhor, o Pai Celeste, não envia uma pedra em vez de pão, de modo que quando Ele  nos permite o sofrimento, tais devem ser suportados de uma maneira cristã.

O terceiro aspecto da cruz,  ao qual São Teófanes o Recluso fala por experiência própria(pois é sabido que ele foi grande asceta), é aquele relacionado a tentação da elevação, que ataca com força a  pessoa que superou a sedução dos pecados habituais, e tal tentação acossa todos os ascetas. 

Pois quando essas pessoas por sua luta não cedem aos pecados habituais, um espírito desce sobre eles,  os submetendo ao  abismo da tentação mais perigosa, a tentação do orgulho. 

Às vezes, os ascetas se vem derrotados na luta com essas tentações,  e nisso são dominados por pensamentos arrogantes. 

Devemos então lutar contra tais perigos, não havendo outro dever para alem desse : carregar a nossa cruz,  sermos portadores de nossa cruz, pois nosso Senhor não nos reconhecerá como Seus seguidores  se não o fizermos. Amém.


 
Abençoado Metropolita Filareto (Voznesensky).

Vinde, Espírito Santo! .


Cinquenta dias após a Páscoa, a Igreja se debruça sobre o mistério da festa de Pentecostes, atualizando e apontando para uma das mais profundas experiências do cristianismo. O envio do Paráclito, do Espírito da Verdade, que anima a vida da Igreja e de cada discípulo em particular.

A ação do Espírito Santo é fundamental para a vida e missão da Igreja. É por sua ação e presença que somos conduzidos à proclamação do senhorio de Jesus em nossa vida. Por meio do Espírito, somos inflamados e impulsionados à vida missionária, ao anúncio sempre crescente e coerente de Jesus, do Pai e do seu Reino definitivo de amor, justiça, solidariedade, paz e unidade. É o Espírito que nos torna missionários do Pai.

O Espírito Santo é gerador de Unidade! Sem ele, falamos muitas línguas, mas não nos entendemos, sem ele a vida é uma constante Babel. Sua presença, entretanto, traz entendimento e unidade entre as diferentes línguas. Por sua ação, Cristo pôde ser anunciado na língua de cada povo, e todas elas reunidas na linguagem do amor de Deus.

No dia de Pentecostes estavam os discípulos reunidos no mesmo lugar. É a condição para que Ele venha: a reunião dos discípulos e o mesmo desejo no coração. Do céu veio um barulho, como de um forte vento e encheu todo o lugar. A ação do Espírito faz maravilhas em todos quantos lhe estão abertos. As línguas de fogo apontam para a força da Palavra na ação do Espírito, que faz da comunicação entre os homens uma comunicação forte e eficaz, capaz de tocar por inteiro o ser humano em suas dimensões todas. E começaram a falar em outras línguas conforme o Espírito lhes concedia.

Quem se deixa conduzir pela eficaz ação do Espírito de Deus é capaz de comunicar a sua ação a todos os povos. Nós somos parte do projeto divino, ele age em nós, mas a obra não é nossa, é sempre de Deus em favor de todos e de cada um de nós.
A ação do Espírito Santo será sempre a linguagem do amor e da unidade perfeitas. A Igreja vive essa dimensão de Pentecostes constantemente. Dia após dia ela é animada e enviada neste perene pentecostes que Cristo prometeu à sua Igreja.

A origem da festa de Pentecostes se encontra nas tradições judaicas, quando se celebrava a festa das semanas ligada à colheita do trigo. Mais tarde foi também associada a conclusão da Aliança no Sinai. Nesse dia se oferecia as primícias das colheitas no templo, e de todos os lados vinham peregrinos a Jerusalém para participar e oferecer seus dons. Era celebrada sete semanas após a páscoa judaica, portanto, cinquenta dias após a Páscoa, daí a origem do nome "Pentecostes".

A partir de Jesus, de sua nova páscoa e de seu mais profundo significado, o pentecostes faz memória de um dos mais importantes eventos do calendário cristão. Conservando os cinquenta dias após a Páscoa, a festa recorda a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e algumas mulheres reunidos no cenáculo. Sua ação é forte, marcante e impactante: conduz para o anúncio de Jesus Cristo e de sua Palavra.

O Espírito Santo é Deus com o Pai e o Filho. Sua presença traz junto de si o Pai e o Filho. Por ele somos filhos no Filho e entramos na mais íntima e profunda comunhão com o Pai.

Por meio da ação eficaz e sempre benéfica do Espírito Santo recebemos dele a Graça necessária para a vida da fé. Juntamente com sua presença recebemos os seus sete dons, ou seja, a plenitude dos dons para a nossa santificação e a santificação de todo o mundo. São sete os dons do Espírito Santo, a saber: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Piedade, Fortaleza, Ciência e Temor do Senhor.

Na vivência desses dons, numa atitude de acolhida da ação eficaz do Espírito em nós, os seus frutos são abundantes. Na tradição, se elencou doze frutos do Espírito, a saber: caridade, alegria, paz, paciência, bondade, benignidade, longanimidade, mansidão, fé, modéstia, continência e castidade.

Desde o dia do nosso batismo somos habitados por este dom maior de Deus para humanidade, o Espírito Santo. Nosso corpo se torna templo vivo, morada de Deus e, ele, o doce Hóspede de nossa alma, fogo suave e abrasador. A sua presença em nós nos faz assimilar e reconhecer mais claramente a ação de Deus em nós, permitindo-nos amar mais e conhecer melhor a Deus, que é íntimo de nós, nosso criador e redentor, animador e vivificador. Faz-nos reconhecer, ainda, que Deus está em nós e nós devemos amá-lo de todo coração, com toda a nossa alma e entendimento.

O cristão encontra no Espírito de Deus a força necessária para lutar contra tudo o que se opõe à vontade de Deus em sua vida e pode se santificar por meio de seus dons e frutos.

A unidade é um dom próprio do Espírito que age em nós e a partir de nós. Nesse sentido, no hemisfério sul, celebramos, na semana anterior à festa de Pentecostes, a semana de orações pela unidade dos cristãos. A semana da Unidade desse ano traz como tema: "Todos seremos transformados pela vitória de Nosso Senhor Jesus Cristo". Essa ação favorece o ecumenismo e o diálogo, bem como a promoção da justiça e da paz.

Com toda a Igreja e com todos os cristãos, animados pelo Espírito de Deus, após a novena de Pentecostes ou a semana de preparação para Pentecostes, iniciando com a grande Vigília, celebremos com alegria essa grande festa e abramos os nossos corações sem medo de deixar-nos conduzir pelo Espírito Santo, que leva o nosso coração abrasado pelo Amor de Deus a anunciar e ser testemunha de Jesus Cristo Ressuscitado.

Vem, Espírito Santo e ilumina as nossas vidas!

Dom Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

Rezemos por nosso amado Dom Luiz

Estou na U.T.I - Dom Luiz Bergonzini
 
Caros irmãos, irmãs, leitores, leitoras, internautas, blogueiros, blogueiras, amigos, amigas, seminaristas, integrantes do clero e episcopado.

Na segunda-feira, por volta da hora do almoço, me senti mal e fui conduzido ao hospital. No hospital, os médicos constataram uma pneumonia e me recolheram na UTI.

Na primeira avaliação, fui informado que em dois dias estaria no apartamento ou em casa, para continuarmos, eu e vocês, nosso trabalho em favor da vida, da Moral Cristã e do Evangelho.

Porém, isso não aconteceu. Continuo na UTI, sem previsão de ir para o apartamento ou para casa. Por essa razão, nossas postagens foram paralizadas. Logo que eu for para o apartamento ou para casa voltarei com as postagens.

Peço a todos vocês que não esmoreçam. Nossa luta continua. Divulguem o nosso blog ou os textos nele existentes ao maior número de pessoas.

As imoralidades aumentam a cada dia. Não se deixem enganar! Somente vocês, Blogueiros e Internautas de Cristo, conseguirão reverter essa situação.

Não tenham medo! Vocês precisam restabelecer a Verdade e a Vida!

Deus abençoe a todos.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Emérito de Guarulhos