domingo, 4 de agosto de 2013

Dia do Padre

 
 

O futuro Cura d’Ars nasceu na pequena localidade de Dardilly, perto de Lyon, na França, no dia 8 de maio de 1786, de família de agricultores piedosos. Foi consagrado a Nossa Senhora no próprio dia do nascimento, data em que foi também batizado.

Sua instrução foi precária, pois passou a infância em pleno Terror da Revolução Francesa, com os sacerdotes perseguidos e as escolas fechadas. João Maria tinha 13 anos quando recebeu a Primeira Comunhão das mãos de um sacerdote “refratário” (que não tinha jurado a ímpia Constituição do Clero), durante o segundo Terror, em 1799.(1)

Com a subida de Napoleão e a Concordata com a Santa Sé, foi possível a João Maria iniciar seus estudos eclesiásticos aos 20 anos, terminando-os aos 29, depois de mil e uma contrariedades.

É impossível, nos limites de um artigo, abranger toda a vida apostólica do Cura d’Ars. Por isso limitar-me-ei a abordar um aspecto dela, que foi como transformou a pequena localidade de Ars de modo a tornar-se ponto de admiração de toda a França.

Ars ao tempo da chegada do santo

Quando o jovem sacerdote chegou a Ars, esta era um pequeno aglomerado de casas, contando apenas 250 habitantes, quase todos agricultores. Como a maior parte das localidades rurais da França, sacudidas durante 10 anos pelos vendavais da Revolução Francesa, encontrava-se em plena decadência religiosa. Vivia-se um paganismo prático formado de negligência, indiferentismo e esquecimento das práticas religiosas.

A cidadezinha de Ars assemelhava-se às paróquias vizinhas, não sendo nem melhor nem pior que elas. Havia nela um certo fundo religioso, mas com muito pouca piedade.


Como transformá-la num modelo de vida católica, ambição de São João Batista Vianney? Santificando-se para santificar os outros

Primeiro, pela oração e pelos sacrifícios do vigário por suas ovelhas. Já no dia de sua chegada, o Padre Vianney deu o colchão a um pobre e deitou-se sobre uns sarmentos junto à parede, com um pedaço de madeira como travesseiro. Como a parede e o chão eram úmidos, contraiu de imediato uma nevralgia, que durou 15 anos. Seu jejum era permanente, habitualmente passando três dias sem comer; e quando o fazia, alimentava-se somente de batatas cozidas no início da semana e já emboloradas. Mas ele sobretudo passava horas e horas ajoelhado diante do Santíssimo Sacramento, implorando a conversão de seus paroquianos.

Uma de suas primeiras medidas práticas foi reformar a igreja que, por respeito ao Santíssimo Sacramento, desejava que fosse a melhor possível.

“Esforcemo-nos para ir para o Céu”

 Outra de suas solicitudes foi para com a juventude. Atraía todos para o catecismo. Exigia que este fosse aprendido de cor, palavra por palavra, e só admitia à Primeira Comunhão quem estivesse assim devidamente preparado. Instava com os meninos e adolescentes para que cada um levasse sempre consigo o Rosário, e tinha no bolso alguns extras para aqueles que houvessem perdido o seu. 

Paulatinamente os esforços do santo foram sendo coroados de êxito, de maneira que os jovens de Ars chegaram a ser os mais bem instruídos da comarca.

Nas missas dominicais, pregava sobre os deveres de cada um para consigo, para com o próximo e para com Deus. Falava constantemente do inferno e do que precisamos fazer para evitá-lo: “Ó, meus queridos paroquianos, esforcemo-nos para ir para o Céu. Lá havemos de ver a Deus. Como seremos felizes! Que desgraça se algum de vós se perder eternamente!”

Ele exigia a devida compostura e atitude própria a bons católicos na igreja, por respeito à Presença Real de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.

“Arruinados todos aqueles que abrirem tabernas”

A guerra que moveu contra as tabernas também foi bem sucedida. Aos que a elas iam, em vez de comparecer à missa no domingo, dizia: “Pobre gente, como sois infelizes. Segui vosso caminho rotineiro; segui-o, que o inferno vos espera”. Ameaçava-os de não só perderem os bens eternos, mas também os terrenos.

Aos poucos, por falta de fregueses, as tabernas foram se fechando. Outros tentaram abri-las, mas eram obrigados a cerrá-las. A maldição de um santo pesava sobre eles: “Vós vereis arruinados todos aqueles que aqui abrirem tabernas”, disse no púlpito. E assim foi. Quando elas se fecharam, o número de indigentes diminuiu, pois suprimiu-se a causa principal da miséria, que era moral.

Luta contra blasfêmias e trabalho aos domingos

“Blasfêmias e trabalhos nos domingos, bailes, cabarés, serões nas vivendas e conversas obscenas, englobava tudo numa comum maldição”. Por anos a fio pregou contra isso, exortando no confessionário, no púlpito e nas visitas que fazia às famílias. Dizia: “Se um pastor quiser se salvar, precisa, quando encontrar alguma desordem na paróquia, saber calcar aos pés o respeito humano, o temor de ser desprezado e o ódio dos paroquianos [e denunciar o mal]”.

 A guerra do santo cura contra as blasfêmias, juramentos, imprecações e expressões grosseiras foi sem quartel; e tão bem sucedida, que desapareceram de Ars. Em vez delas passou-se a ouvir entre os camponeses expressões como Deus seja bendito! Como Deus é bom! Em vez das cançõezinhas chulas da época, hinos e cânticos religiosos.

A luta contra o trabalho nos domingos foi também tenaz e durou quase oito anos. “A primeira vez que do púlpito abordou o tema, fê-lo com tantas lágrimas, tais acentos de indignação, com tal comoção de todo o seu ser que, passado meio século, os velhos que o ouviram ainda se lembravam com emoção. [...] Vós trabalhais, dizia ele, mas o que ganhais é a ruína para a vossa alma e para o vosso corpo. Se perguntássemos aos que trabalham nos domingos 'que acabais de fazer?’, bem poderiam responder: ‘Acabamos de vender a nossa alma ao demônio e de crucificar Nosso Senhor. Estamos no caminho do inferno’”. Depois de muita insistência, em Ars o domingo tornou-se verdadeiramente o Dia do Senhor.

Combate aos bailes durante 25 anos

Ars era o lugar predileto dos jovens dançarinos das vizinhanças. Tudo era pretexto para um baile. Para acabar com eles, o Santo Cura d’Ars levou 25 anos de combate renhido.

Explicava que não basta evitar o pecado, mas deve-se fugir também das ocasiões. Por isso, abrangia no mesmo anátema o pecado e a ocasião de pecado. Atacava assim ao mesmo tempo a dança e a paixão impura por ela alimentada: “Não há um só mandamento da Lei de Deus que o baile não transgrida. [...] Meu Deus, poderão ter olhos tão cegos a ponto de crerem que não há mal na dança, quando ela é a corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno? O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim. As pessoas que entram num salão de baile deixam na porta o seu Anjo da Guarda e o demônio o substitui, de sorte que há tantos demônios quantos são os que dançam”.

O Santo era inexorável não só com quem dançasse, mas também com os que fossem somente “assistir” ao baile, pois a sensualidade também entra pelos olhos. Negava-lhes também a absolvição, a menos que prometessem nunca mais fazê-lo. Ao reformar a igreja, erigiu um altar em honra de São João Batista, e em seu arco mandou esculpir a frase: Sua cabeça foi o preço de uma dança!... É de ressaltar-se que os bailes da época, em comparação com os de hoje, sobretudo do pula-pula frenético e imoral do carnaval e as novas danças modernas, eram como que inocentes. Mas era o começo que desfechou nos bailes atuais.

A vitória do Pe. Vianney neste campo foi total. Os bailes desapareceram de Ars. E não só os bailes, mas até alguns divertimentos inofensivos que ele julgava indignos de bons católicos.

Junto a eles combateu também as modas que julgava indecentes na época (e que, perto do quase nudismo atual, poderiam ser consideradas recatadas!). As moças, dizia, “com seus atrativos rebuscados e indecentes, logo darão a entender que são um instrumento de que se serve o inferno para perder as almas. Só no tribunal de Deus saber-se-á o número de pecados de que foram causa”. Na igreja jamais tolerou decotes ou braços nus.

Ars transformada pelo santo

Um sacerdote santo torna piedosos seus paroquianos. Assim, apenas três anos e meio depois de sua chegada, o santo Cura já podia escrever: “Encontro-me numa paróquia de muito fervo religioso e que serve a Deus de todo o seu coração”. Em 1827 (seis anos depois), exclamava entusiasmado do púlpito: “Meus irmãos, Ars não é mais a mesma! Tenho confessado e pregado em missões e jubileus. Nada encontrei como aqui”.

É que, ao mesmo tempo em que reprimia os abusos, semeava também a boa semente. E ele aspirava, para seus paroquianos, ao ideal de perfeição do qual os cria capazes. Recomendava-lhes que rezassem antes e depois das refeições, recitassem o Ângelus três vezes ao dia onde quer que estivessem; e que, ao levantar e deitar, fizessem a oração da manhã e a da noite. Esta passou a ser feita também em comum na igreja ao toque do sino. Os que ficavam em casa ajoelhavam-se diante de algum quadro ou imagem religiosa, ali fazendo suas orações.

Com o tempo passou-se a dizer que em Ars o respeito humano fora invertido: tinha-se vergonha de não fazer o bem e de não praticar a Religião. O que é um auge de vitória da Igreja! Ars tornou-se também um centro de piedade e religiosidade.

Por isso, os peregrinos admiravam nas ruas da cidade a serenidade de certos semblantes, reflexo da paz perfeita de almas que vivem constantemente unidas a Deus.
 

sábado, 3 de agosto de 2013

Agosto: Mês das Vocações.

 
A sua vocação é confirmada diante de Deus, quando também ela é afirmada na vida do irmão através do amor.
 
 
 
O Senhor nos concede a força necessária para fazermos bem aquilo que nos é próprio, Ele nos ajuda na nossa missão, mas não quer e nem vai fazer aquilo que é próprio nosso.
 

 
A nossa vida torna-se realização quando a nossa vontade está de acordo com a vontade de Deus.
 

Quando nos colocamos diante do Senhor em atitude de humildade e entrega a obra acontece. Ele realiza através de nós as maravilhas prometidas.


Cada um tem o seu próprio chamado especial. Contudo,  o chamado a Santidade assim como o chamado ao amor simples e verdadeiro é para todos.
 
 
Rezemos por todas as vocações a fim de cada um que foi chamado por Cristo O escute a cada dia e tenha a certeza de que ser de Cristo é estar a serviço d'Ele na vivência da sua Palavra e na vida doação.

Estou de volta


 
Campanha de reciclagem do óleo de cozinha:
O óleo de cozinha é um grande agente poluidor e quando jogado na pia (rede de esgoto) causa entupimentos, havendo a necessidade do uso de produtos químicos tóxicos para a solução do problema. Além disso, uma pequena quantidade deste óleo é capaz de inutilizar milhares de litros de água. Por isso lançamos a esta campanha de recolhimento deste óleo em garrafas pets que deverão ser entregues em nossas Capelas.
O que for arrecadado com a venda será destinado a ASSOCIAÇÃO SOS FAMÍLIA SÃO GERALDO, da Paróquia São Geraldo da Ponte Grande - Guarulhos, que ajuda pessoas como moradores de rua, crianças e idosos. Colabore! Nosso planeta deve ser preservado e melhorado. Nossos irmãos podem e devem ser ajudados. Depende de você. Não vai lhe custar nada!

 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Campanha do Quilo


 

Em nossa Paróquia temos a Família Vicentina, um grupo de pessoas que se preocupam em ajudar os mais necessitados, mas para que o trabalho deles seja melhor, eles precisam da sua ajuda. Entre esta semana e a outra a maioria de vocês recebem seu salário e vão as compras.


Nas suas compras não se esqueçam de Jesus que passa fome, compre alimentos e doe na Igreja Matriz de Santa Teresinha, nas nossas Capelas ou onde você reside. A cada domingo em nossa Paróquia é DIA DO QUILO, não somente uma vez por mês. Os mais pobres precisam da sua ajuda.
 

 
Vicentinos + 1
 
 
 

Maria, Mãe dos Sacerdotes!


 
 
Busca o Filho, no colo da Mãe, e O encontrarás. Busca seu Sagrado Coração e junto do Imaculado Coração O encontrarás. Busca ouvir a única ordenança da Boa Mãe do Céu registrada nos Evangelhos: "fazei tudo o que Ele vos disser" (Jo 2,5); busca Jesus e O encontrarás com Maria; busca Maria e ela te levará a Jesus.
 
Ó maravilhosa felicidade, encontrar o Sumo Sacerdote com Sua Mãe santíssima! Ela é a Mãe da Igreja, Mãe de todos os vocacionados, de todos os sacerdotes, de todos os amigos da "Aliança Sacerdotal".
 
Ela é modelo de fé, de entrega aos desígnios divinos, de confiança na Providência Divina. Ela é modelo de seguimento de Cristo. Queremos seguir Jesus? Imitemos a Maria Santíssima. Queremos fazer a vontade de Deus? Nos espelhemos nela. Queremos corresponder melhor ao chamado divino? Busquemos sua intercessão. Ela é Mãe amorosa e sempre quer nos levar ao seu divino Filho.
 
Confiemos ao seu cuidado nossa vida, nossos propósitos, nossos sacerdotes, nossos vocacionados. Ela nos trouxe Jesus, ela nos levará até Ele.
 
 

A Saúde como vai?


 
No último dia 14 de junho às 09h da manhã aconteceu na Escola Glorinha Pimentel a Plenária sobre Saúde Participativa. Estiveram presentes nesta reunião os Srs. Prefeito e Vice-Prefeito Municipal, os Srs. Vereadores Dr. Alexandre e Toninho da Farmácia, Agentes das Pastorais da Saúde, Crianças e Idosos e outros membros da comunidade.
Como já era de se esperar o Posto de Atendimento 24 horas que há tanto tempo reivindicamos não será feita aqui na nossa região, mas do outro lado da Dutra, precisamente próximo a Estação de Tratamento do SAAE.
Os postos de saúde Cummins, Mário Macca e Soimco foram mencionados e ficou para serem avaliados posteriormente. Mais uma vez vamos ficar esperando as melhorias necessárias.
Haverá ainda no decorrer do ano mais conferências como estas e, faz-se necessário que os interessados, ou seja, nós moradores de Cumbica venhamos a participar, pois se não mostramos interesse por aquilo que precisamos quem irá mostrar?
O senhor Prefeito disse que há um terreno destinado aqui em Guarulhos para ser feita uma Clínica para recuperação de drogados, vamos ver quando isso sai do papel; outra coisa que ainda não se concretizou foi o Hospital de Referência ao Combate do Câncer.  
Um ponto negativo nesta reunião foi o tempo em que nós, a população e os mais interessados, tínhamos para falar cerca de 1 minuto apenas para cada participante, enquanto eles falaram cerca de 15 minutos cada um. Este tipo de reunião serve para escutar o povo. Na próxima vamos nos organizar melhor.  Por enquanto é isso. Contamos com a sua participação nos próximos eventos.
Norma Ap. C. Sena.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Vivência Pastoral

 



PASTORAL DO BATISMO


O Batismo é o primeiro dos sete sacramentos cristãos. É o sacramento da fé, da regeneração pela água e pela Palavra. É a porta de entrada para a vida cristã e, sem ele, não temos acesso aos demais sacramentos.

Ao ser batizada, a pessoa, que já havia recebido a vocação à vida, recebe a vocação à vida cristã. É chamada a ser como Cristo. Ao sermos batizados, recebemos também a infusão do Espírito Santo.

Batizamos com água não por acaso: o próprio Cristo foi batizado nas águas do rio Jordão. A água simboliza a vida. O batismo é vida nova. Por meio da água que é símbolo da vida humana, Deus nos transmite, pelo batismo, a vida divina. A água simboliza o dom do Espírito de Deus, a plenitude dos seus dons e o progresso espiritual que resulta no nosso compromisso com as promessas batismais.

O gesto de acender a vela no círio pascal (aquela vela grande que se acende no Sábado Santo), simboliza a união do batizado com Cristo Jesus. Os pais e padrinhos, vão iluminar o caminho desta criança para a fé cristã.

A veste branca, muitas vezes ignorada por pais e padrinhos, significa a pureza, a disponibilidade e a alegria, “a vida nova que Cristo oferece àquele que foi batizado”.


Unção com o Óleo. Unge-se o peito da criança com o óleo dos catecúmenos antes que a criança seja batizada e depois que ela foi batizada, sua cabeça é ungida com o óleo do Crisma. O óleo é símbolo de força, resistência e missão.



O que é a Pastoral?

Um grupo de católicos comprometidos (agentes de pastoral)  que auxiliam através de uma preparação os pais e padrinhos de crianças com até sete anos para que possam receber o primeiro Sacramento da Iniciação Cristã, ou seja, o Batismo.


Qual o seu objetivo?

Evangelizar pais e padrinhos visando sua vivência religiosa, fazendo com que percebam a importância deste Sacramento e para que possam transmitir a fé cristã a seus filhos e afilhados.


Como fazer este trabalho tão importante?


Primeiro sendo acolhedores. Depois, através do encontro preparatório e das visitas que podem e devem ser feitas na casa de pais e padrinhos, levar aos interessados a refletir sobre o compromisso do batizado junto à comunidade, procurando resgatar o vínculo desta família através do contato contínuo, direcionando-os a outros grupos e serviços ao longo de suas vidas, como a Pastoral Familiar, por exemplo. 
 
Outra forma é que você também venha a fazer parte desta equipe de nossa paróquia.