quarta-feira, 7 de novembro de 2012

CREDO

SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS - 3


Que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria.

“Não é somente necessário ao cristão acreditar que Jesus é o Filho de Deus, mas também convém crer na Sua Encarnação.

Sabemos que o Filho de Deus não sem elevado motivo veio a nós, assumindo a nossa carne, mas para grande utilidade nossa. Fez, para consegui-la, um certo prodígio: assumiu um corpo animado, e dignou-se nascer da Virgem, para nos entregar a sua divindade; fez-se homem, para fazer o homem, Deus. (…)

A nossa natureza foi a tal ponto enobrecida e exaltada pela união com Deus, que foi assumida para unir-se com uma Pessoa Divina. (…)

Pela consideração dessa verdade, deve ser reacendido e de novo em nós afervorado, o nosso amor para com Deus.”

 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

CREDO

O SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS - 2



Creio em Jesus Cristo, 
Seu Único Filho, Nosso Senhor.

“Também é necessário crer que Deus é Pai e que Jesus Cristo é Seu verdadeiro Filho. O próprio Jesus Cristo muitas vezes chama a Deus como seu Pai, e, também, denominava-se Filho de Deus.

Os Apóstolos e os Santos Padres colocaram entre os artigos de fé que Jesus Cristo é Filho de Deus, quando definiram este artigo do Credo: “E em Jesus Cristo seu Filho”, isto é, Filho de Deus. (…)

O Filho de Deus, também, nada mais é que o Verbo de Deus, não como se fosse um verbo (uma palavra) já pronunciado exteriormente, porque assim seria transitório, mas como um verbo (uma palavra) concebido no interior. Eis porque o próprio verbo de Deus possui uma só natureza de Deus, e é igual a Deus. (…)

Ninguém pode afirmar que Deus não possui um verbo, porque, se o fizesse, estaria também afirmando que em Deus não há absolutamente conhecimento. Como, porém, Deus sempre existiu, assim também o seu Verbo.

Devemos crer que Cristo é o Filho Unigênito de Deus, e verdadeiro Filho de Deus; que sempre existiu com o Pai; que uma é a Pessoa do Filho, outra, a do Pai; que Ele tem uma só natureza com o Pai."

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CREDO

O SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS - 1


Creio em Deus,
Pai Todo-Poderoso, 
Criador do Céu e da Terra.

"Entre todas as verdades nas quais os fiéis devem acreditar, em primeiro lugar devem acreditar que Deus existe. Deve-se também acreditar que este Deus que dispõe todas as coisas e as rege, é um só Deus. (…)

Deve-se, então, primeiramente acreditar que há um só Deus. Em segundo lugar, deve-se acreditar que este Deus é criador, que fez o céu e a terra, as coisas visíveis e invisíveis. Deus é a causa universal de todas as coisas, e não só cria a forma, mas também a matéria. Por isso fez todas as coisas do nada. Recitamos no Credo essa verdade: “Criador do céu e da terra”.

Há diferença entre criar e fazer: criar, é tirar alguma coisa do nada; fazer, é produzir uma coisa de outra coisa. Se Deus criou as coisas do nada, deve-se também acreditar que ele pode refazê-las todas, se elas forem destruídas. (…)

Deus fez o homem para governar tudo o que há na terra, mas para que o homem ficasse submetido a Ele. Devemos, por isso, dominar e governar o mundo, mas submetendo-nos em tudo a Deus, a Ele obedecendo e servindo. Por esse caminho certamente chegaremos à união com o próprio Deus."

 

domingo, 4 de novembro de 2012

Sacramentos

O Sacramento da Reconciliação ou Confissão


 O Sacramento que apaga os pecados, como já vimos, é o Batismo. E também já vimos que, mesmo após o Batismo, continuamos a experimentar a fragilidade própria da natureza humana e a concupiscência, isto é, o desequilíbrio que o Pecado Original deixou em nós, uma certa inclinação ou tendência para o pecado. A concupiscência vem do pecado e pode levar ao pecado (CIC §405-409 418 1425-6 1484).

Desejar algo errado é fruto da concupiscência. Mas se você consente e pratica o que pensou de ruim, aí cai no pecado. Se resiste, não peca: venceu o mal em Cristo! A concupiscência é, então, ocasião para “combater o bom combate e guardar a fé”, como disse o Apóstolo Paulo (2Tm 4, 7)! Assim, o cristão, apesar de ser uma nova criatura, não mais vivendo no pecado, experimenta ainda situações de pecado: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1Jo 1, 8).


A Igreja pode perdoar os pecados?

O pecado é infidelidade e injúria a Deus: somente Ele pode perdoá-lo. Mas Jesus, que é Deus e tem o poder de perdoar os pecados (Mc 2, 7-12) concedeu à sua Igreja este poder, para ser exercido em seu Nome: “O que ligares na Terra será ligado no Céu, e o que desligares na Terra será desligado nos Céus” (Mt 16, 19 e 18,18). Os Apóstolos confirmaram que receberam esta missão diretamente do Senhor Jesus, como vemos na Escritura: “Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo e nos confiou o Ministério da Reconciliação” (2Cor 5, 18).

Assim, Cristo, que pode perdoar os pecados, deu à sua Igreja o poder de perdoar os pecados em seu Nome: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, serão perdoados; aqueles aos quais os retiverdes (não perdoardes), serão retidos” (Jo 20, 22ss).

Penitência - O remédio para o pecado é a contínua conversão pela penitência. A penitência é um conjunto de atitudes e gestos que revelam a mudança interior, a conversão do coração. “A conversão interior impele à expressão exterior, com gestos e sinais visíveis, gestos e sinais de penitência” (CIC §1430). “A penitência interior é a reorientação de toda a vida, um retorno, uma conversão a Deus, de todo o coração, a ruptura com o pecado, a aversão ao mal, juntamente com a reprovação das más ações cometidas” (CIC §1421).


O que é preciso para receber a Reconciliação?

Antes de tudo, é preciso a contrição, o sincero reconhecimento do pecado cometido e um verdadeiro arrependimento. A contrição é uma certa dor da alma, pelo arrependimento e aversão ao pecado cometido, com a decisão de não pecar mais. Cristo perdoou a mulher adúltera que seria apedrejada, mas advertiu: “Vai e não peques mais!” (Jo 8, 11).

Muitas pessoas costumam dizer “vou me confessar”, mas o correto é dizer “vou confessar os meus pecados”. Não “nos” confessamos pelo que somos, e sim confessamos o que fizemos ou deixamos de fazer e que nos afastou da Comunhão com Deus.

Para a contrição sincera é necessário o exame de consciência conforme a Igreja orienta. Não devo confessar o que é pecado “para mim”, mas o que realmente é pecado, segundo a Fé. “Eu” não sou a medida de todas as coisas! No exame de consciência, é bom perguntar-se sobre três áreas: minha relação com Deus, minha relação com os outros e minha relação comigo mesmo. Quanto mais cuidadoso o exame de consciência e mais sincera e profunda a contrição, mais frutuosa será a Reconciliação. Se não há um exame de consciência cuidadoso, não se chega a um sincero arrependimento: nesses casos, o Sacramento pode ser inválido. Sacramento não é “mágica”: é encontro entre o Senhor, que concede a Graça, e o ser humano, sedento da Misericórdia e da vida que vêm de Deus.


Efeitos da Confissão

O pecado é a ruptura da Comunhão com Deus, que nos “desarruma” internamente e nos faz romper com os irmãos de fé. O pecado provoca uma ferida não só em nós mesmos, mas também no Corpo de Cristo, a Igreja. Você é um membro desse Corpo, e um membro ferido prejudica todo o Corpo do Senhor. Com a confissão e a penitência, as feridas são curadas e o membro volta a ficar são: todo o Corpo ganha.

Além de tudo, confessar os pecados também é, psicologicamente falando, um bálsamo. Dom Aloísio Roque Oppermann, scj, Arcebispo de Uberaba (MG), aponta: “Muito tempo antes de Freud, o Sacramento da Penitência já era um alívio para as angústias. A confissão pode provocar uma cura da alma que a ciência não pode. Pela Graça do Divino Espírito Santo a Penitência pode restituir a vida em Cristo1!


O Sacramento da Reconciliação ou Confissão na Prática

Por que confessar os pecados ao padre? Porque é ele o ministro desse Sacramento. “Cristo confiou o Ministério da Reconciliação aos seus Apóstolos, aos seus sucessores, os bispos, e aos presbíteros, seus colaboradores, os quais são instrumentos da Misericórdia e da Justiça de Deus. Eles exercem o poder de perdoar os pecados em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (CIC 1461-1466/1495).


Com que frequência confessar os pecados?

“Todo fiel, tendo atingido a idade da razão, é obrigado a confessar os próprios pecados graves pelo menos uma vez ao ano, e sempre antes de receber a Santa Comunhão” (CIC §1457). Note que o Catecismo esclarece que os pe-cados que devemos confessar são os nossos próprios, e não os pecados de outras pessoas. O momento da confissão não é para desabafar mágoas nem para acusar defeitos de ninguém. É o momento para aliviar a sua própria alma.




Não é preciso ter receio de confessar suas faltas ao padre!

“Dada a delicadeza desse ministério e o respeito devido às pessoas, todo con-fessor é obrigado, sem exceção alguma e sob penas muito severas, a guardar o sigilo sacramental, ou seja, segredo absoluto acerca dos pecados conhecidos na confissão” (CIC §1467). Além disso, o padre não está preocupado em saber quais foram os seus pecados, por curiosidade ou interesse pessoal: seu único objetivo é ser um canal entre quem confessa e o perdão de Deus.

A belíssima fórmula de Absolvição Sacramental revela, de modo admirável, o sentido do Sacramento da Reconciliação: “Deus Pai de Misericórdia, que pela Morte e Ressurreição de Seu Filho reconciliou o mundo consigo e infundiu o Espírito Santo para a remissão dos pecados, te conceda, pelo Ministério da Igreja, o perdão e a paz. Eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!”.


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Fontes e referência bibliográfica:
1. OPPERMANN, Aloísio Roque, scj. Confissão: prática mais do que moderna. Disponível em: < http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_ id=2918>. Acesso em: 20 abr. 2012.
COSTA, Henrique Soares da, Dom. O Sacramento da Penitência. Disponível em: < http://www.padrehenrique.com/index.php/sacramentos/penitencia >. Acesso em: 20 abr. 2012.
MIRANDA, Mário de França. Sacramento da Penitência. 5ª ed. São Paulo: Loyola, 1996.


http://vozdaigreja.blogspot.com.br/


sábado, 3 de novembro de 2012

Ano da Fé


Três chaves para a oração frutuosa



O caminho da oração é maravilhoso quando nos deixamos conduzir por Deus e aceitamos com humildade os seus desígnios, tão diferentes dos nossos.

O ser humano que não se entrega a Deus e não crê no seu Amor é como alguém que não sabe nadar e se debate na água, sem conseguir se manter na superfície, e afunda! Bastaria se deixar levar pelas águas... Quantos morrem afogados por não saber nadar e por medo. Mas quem reza nunca tem medo, pois sabe que ao seu lado está Jesus, estendendo sua Mão Poderosa.

A primeira chave da oração é a Fé. Ela abre uma porta estreita, pela qual é preciso se curvar, se encolher, “diminuir” um pouco para poder entrar. Uma das manifestações mais belas da oração se dá quando a pessoa, com fé, tocada pela grandeza e luminosidade de Deus, nada pode fazer senão ajoelhar-se e adorar, tocando o chão, de onde veio. Não é escravidão, mas um gesto de profundíssimo amor e admiração!

A segunda chave é a Esperança. A Esperança não é ilusão nem droga que adormece nossos sofrimentos e nos faz sonhar com o irreal. Nada disso! Uma pessoa de Esperança sabe que só em Deus pode confiar e que só quando se consagram a Ele nossas esperanças é que elas se transformam em certezas!

A terceira chave é a mais importante: o Amor-Caridade. Não é difícil compreender que o Amor é fonte da oração, a fonte de todo o diálogo com Deus e com nossos irmãos. Aprendemos, no Catecismo da Igreja Católica: “Meu Deus, eu vos amo, e meu único desejo é amar-vos até o último suspiro de minha vida. Meu Deus infinitamente amável, eu vos amo e preferiria morrer amando-vos a viver sem vos amar. Senhor, eu vos amo, e a única graça que vos peço é amar-vos eternamente... Meu Deus, se minha língua não pode dizer a cada instante que eu vos amo, quero que meu coração o repita tantas vezes quantas eu respiro!” (CIC 2658).

Experimente usar essas três chaves para abrir as portas que conduzem à beleza e ao doce sabor da oração. As portas não se abrem de uma vez, mas lenta e silenciosamente. É preciso entrar na ponta dos pés, sem fazer barulho para poder contemplar e ser contemplado pelo Amado Deus.

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* Baseado no texto de Frei Patrício Sciadini,
OCD - Boletim Mensageiro do Coração
de Jesus nº 1288, março 2011

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

HORÁRIO DAS MISSAS DOS FIÉIS DEFUNTOS

Fiéis Defuntos

Hoje é o dia seguinte a Festa de todos os Santos e a Igreja recorda todos os homens e mulheres que terminaram a sua caminhada na terra e que foram ao encontro do seu destino último, ao mesmo, é esta mesma Igreja que pede por suas almas no dia dos Fiéis defuntos.

Não é por acaso que a Festa de Todos os Santos está tão intimamente unida á memória dos nossos queridos defuntos que nos precederam, como que a indicar-nos a luz e a meta desta esperança.

Esta tradição esta firmada em um dos pontos principais do cristianismo: formamos um só corpo, o Corpo de Cristo (cf. 1 Cor 12,12-31), por isso nós não podemos deixar de lado os nossos irmãos e irmãs morreram na esperança de entrar na Glória Eterna.

Esta esperança nos é dada na própria ressurreição de Cristo, pois Ele ressuscitou dos mortos e prometeu que também nós ressuscitaremos. A nossa fé na ressurreição é a mesma fé que nos faz acreditar naquelas sabias palavras que dizem: “Ele não é um Deus dos mortos, mas sim dos vivos” (Mc 12,27). Isto é acreditar num Deus que não nos criou para a morte, pois n’Ele, esse mal que veio pela desobediência e pelo pecado, tem o seu fim garantido.

A vitória de Cristo sobre a morte é a nossa certeza de que depois dessa vida não há outro lugar senão os braços do Pai, isto é uma verdade quem acredita e busca com todo esforço fazer a sua vontade; Para aqueles que se reconhecem pecadores e necessitados do perdão e da misericórdia de um Deus que sempre se faz presente em nossa história.

Esta promessa torna-se certeza, quando buscamos ao Senhor de coração sincero e não nos deixamos envolver pelas trevas do erro e nem mesmo da morte, mas quando acreditamos que a morte é somente a passagem necessária para que possamos encontrar o nosso Criador e Salvador.

Dai-lhes o eterno descanso Senhor e que brilhe para eles a luz perpétua do teu amor. Que a doce Virgem Mãe do Carmo, como mãe sempre amorosa, acolha no céu os seus filhos e filhas e os apresente diante de Ti. Amém

Dai-lhes o eterno descanso Senhor e que brilhe para eles a luz perpétua do teu amor. Que a doce Virgem Mãe do Carmo, como mãe sempre amorosa, acolha no céu os seus filhos e filhas e os apresente diante de Ti. Amém