segunda-feira, 2 de julho de 2012

O QUE DEVEMOS PEDIR COM INSISTÊNCIA É UMA FÉ SEMPRE MAIS SÓLIDA


Palavras de Bento XVI ao começar a oração do Ângelus



Queridos irmãos e irmãs,



Neste domingo, o evangelista Marcos nos apresenta a narração de duas curas milagrosas que Jesus realiza em favor de duas mulheres: a filha de um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, e uma mulher que sofria de hemorragia (cf. Mc 5 0,21-43). São dois episódios que têm dois níveis de interpretação; o puramente físico: Jesus se inclina sobre o sofrimento humano e cura o corpo; e aquele espiritual: Jesus veio para curar o coração do homem, para dar a salvação e pede a fé Nele.


No primeiro episódio, de fato, com a notícia de que a filha de Jairo morreu, Jesus diz ao chefe da Sinagoga: "Não temas, somente tenha fé! (v. 36), vão juntos para onde estava a criança e exclama: "Menina, eu te digo: Levanta-te!" (v. 41). E ela se levantou e começou a andar. São Jerônimo comenta estas palavras, enfatizando o poder salvador de Jesus: "Menina, levanta-te por mim: não por mérito teu, mas pela minha graça. Levanta-te portanto por mim: o fato de ser curada não depende das tuas forças” (Homilias sobre o Evangelho de Marcos, 3). O segundo episódio, o da mulher que sofria de hemorragias, re-enfatiza como Jesus veio para libertar o ser humano em sua totalidade. De fato, o milagre acontece em duas fases: primeiro acontece a cura física, mas esta está intimamente ligada à cura mais profunda, aquela que doa a graça de Deus a quem se abre à Ele com fé. Jesus diz à mulher: "Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e seja curada da tua doença" (Mc 5,34).


Essas duas histórias de cura são para nós um convite para vencermos uma visão puramente horizontal e materialista da vida. Pedimos para Deus muitas curas dos problemas, das necessidades concretas, e está bem, mas o que devemos pedir com insistência é uma fé sempre mais sólida, para que o Senhor renove a nossa vida, e uma firme confiança no seu amor, na sua providência que não nos abandona.


Jesus, que está atento ao sofrimento humano nos faz pensar também em todos aqueles que ajudam os doentes a levarem as suas cruzes, especialmente os médicos, os profissionais da saúde e todos aqueles que prestam assistência pastoral nas caras de cura. Eles são "reservas de amor", que transmitem serenidade e esperança aos que sofrem. Na Encíclica Deus Caritas Est, observei que, neste precioso serviço, é necessário antes de mais nada a competência profissional - é um requisito primário, fundamental – mas sozinha não é suficiente. Trata-se, de fato, de seres humanos, que têm necessidade de humanidade e de atenção do coração. “Por isso, além da preparação profissional, tais profissionais precisam também, e acima de tudo, da “formação do coração”: é necessário levá-los àquele encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o seu coração ao outro” (n. 31).


Pedimos à Virgem Maria para acompanhar o nosso caminho de fé e o nosso compromisso de amor concreto especialmente para aqueles que estão precisando, enquanto invocamos a sua materna intercessão pelos nossos irmãos que vivem um sofrimento no corpo e no espírito.


(Tradução Thácio Siqueira)


Depois do Ângelus o Santo Padre dirigiu essas palavras em português:


Saúdo cordialmente os fiéis brasileiros de Umuarama e Paranavaí e demais peregrinos de língua portuguesa, sobre cujos passos e compromissos cristãos imploro, pela intercessão da Virgem Mãe, as maiores bênçãos divinas. Deixai Cristo tomar posse da vossa vida, para serdes cada vez mais vida e presença de Cristo! Ide com Deus.

Jesus tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades

As promessas de Deus a Abraão não eram apenas para ele, mas para toda a sua descendência. E a descendência de Abraão são todos os que, pela fé, se tornarão membros do povo de Deus.

Naquele tempo, quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se d’Ele e Lhe suplicou: “Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entre em minha casa. Diz uma só palavra e o meu empregado ficará curado. Pois eu também sou subordinado e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: ‘Vá!’, e ele vai; e a outro: ‘Venha!’, e ele vem; e digo a meu escravo: ‘Faça isto!’, e ele faz”.

Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé”. E acrescentou: “Muitos virão do Oriente e do Ocidente, se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”.

Então, Jesus disse ao oficial: “Vai! e seja feito como tu creste”. Naquela mesma hora, o empregado ficou curado. Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou, e pôs-se a servi-Lo. Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com Sua palavra e curou a todos os doentes para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”.

A condição do centurião pode ser a minha e a sua. Assim como ele, implorando, pedia que Jesus fosse com ele para curar o seu empregado, assim eu e você devemos gritar para o Senhor: “Vinde, Senhor, curar a minha doença, os meus vícios e toda a minha família!”

Padre Bantu Mendonça
Fonte:  http://blog.cancaonova.com/homilia/2012/06/30/jesus-tomou-as-nossas-dores-e-carregou-as-nossas-enfermidades/

Oração a São João Batista


São João Batista, voz que clama no deserto: “Endireitai os caminhos do Senhor... fazei penitência, porque no meio de vós está quem vós não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias”, ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: “Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo”.
São João, pregador da penitência, rogai por nós.
São João, precursor do Messias, rogai por nós.
São João, alegria do povo, rogai por nós.

domingo, 1 de julho de 2012

CONVOCAÇÃO AOS JOVENS


Reflexões de Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte

BELO HORIZONTE, sexta-feira, 29 de junho de 2012 (ZENIT.org) - No próximo mês, começa a contagem regressiva para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Brasil, que será realizada de 22 a 28 de julho do ano que vem, no Rio de Janeiro. Já está em curso uma enorme movimentação da força jovem pelo mundo afora, especialmente aqui. A Jornada Mundial está na cadeia dos grandes eventos que estão sendo realizados em nosso país: Rio+20 (concluída recentemente), a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo, 2014, e, por último, as Olimpíadas, em 2016.

A JMJ vai congregar, no mínimo, dois milhões de jovens, do Brasil e de todos os cantos do mundo. O caminho que está sendo percorrido no processo preparatório guarda uma riqueza educativa de expressiva significação. A Cruz peregrina da Jornada Mundial chegou ao Brasil,em São Paulo, no mês de setembro do ano passado, passou por Minas Gerais, no mês de novembro, e continua percorrendo todo o Brasil. Em cada lugar uma festa da fé, uma consolidação dos brios da juventude, uma reafirmação da melhor proposta aos jovens, aquela de firmar-se no seguimento de Jesus Cristo, o jovem de Nazaré. Um programa de vida iluminado pela convicção, como disse o Papa Bento XVI, de que “se não conhecemos a Deus em Cristo e com Cristo, toda a realidade se torna um enigma indecifrável; não há caminho, não há vida nem verdade”.

Antecedendo a JMJ, antes da chegada ao Rio de Janeiro, teremos a celebração da Semana Missionária, em todas as dioceses do Brasil, de16 a21 de julho de 2013, quando hospedaremos milhares e milhares de jovens peregrinos. Será a oportunidade para aproximar-se mais de Jesus Cristo, o melhor presente que qualquer pessoa pode receber. Encontrá-lo é o melhor que pode ocorrer na vida de cada um. E fazê-lo conhecido, por palavras e obras, é a mais gostosa e duradoura alegria. Quando o jovem assume Cristo como mestre, fazendo-se discípulo, aprende sobre o sentido profundo da existência, substitui o desalento pela esperança que não engana, conforme sublinha o importante Documento de Aparecida, fruto da 5ª Conferência dos Bispos Latino-americanos e Caribenhos.

Esse documento também alerta para as várias situações que afetam muitos jovens significativamente, como as sequelas da pobreza, limitando o crescimento harmônico de suas vidas, gerando exclusão. Também a falta de socialização e transmissão de valores nas instituições tradicionais, substituídas por ambientes não isentos de forte carga de alienação. Não raramente, muitos jovens são presas fáceis de novas propostas religiosas e pseudo-religiosas, bem como vítimas da dizimação produzida pela dependência química.

A Jornada Mundial da Juventude é a grande convocação dos jovens para uma vivência autêntica da fé, o despertar para uma participação na esfera política, equilíbrio na dinâmica de suas vidas, superação de práticas e usos abusivos. Para a Igreja Católica é uma reafirmação e o comprometimento na sua opção preferencial pelos jovens. É também oportunidade para que os governos invistam nos jovens. Para a sociedade de um modo geral, que deve participar e colaborar, a JMJ é um momento histórico para avançar em direção ao novo, necessário à própria sobrevivência. Especificamente para os jovens, os grandes protagonistas, a Jornada Mundial já está sendo a experiência de uma nova consciência de sua dignidade e força, uma aposta exitosa para o futuro, com Cristo como centro de suas vidas.

Nesse contexto de preparação para a JMJ, Belo Horizonte sediará o Congresso Mundial de Universidades Católicas, uma riqueza dos muitos tesouros desse caminho missionário. A capital mineira receberá milhares de peregrinos. Os números, a programação, os conteúdos e metas desses eventos todos são emoldurados pelo entendimento de que os jovens são uma força incontestável e indispensável. Merecem ser apoiados, conhecidos nas suas experiências, ajudados nas suas demandas. Para além de diversão, turismo, lazer, outros ganhos importantes, os jovens são o tesouro precioso que conta mais. É hora da convocação aos jovens!

* Dom Walmor Oliveira de Azevedo é Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Arquidiocese de BH lança site da Semana Missionária





A arquidiocese de Belo Horizonte já está se preparando para a Semana Missionária, que será realizada de 16 e 21 de julho de 2013. A arquidiocese lançou nesta terça-feira, 26, um site com todas as informações mais importantes para os milhares de jovens que a cidade vai acolher neste período. A Semana Missionária vai anteceder a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro.

A Semana proporciona aos jovens peregrinos a possibilidade de conhecer a vivência cristã, o trabalho social e cultural, trocar experiências e enriquecer a fé, conhecendo os costumes locais em uma região considerada “um tesouro no coração católico do Brasil”.

O site, www.semanamissionariabh.org.br, traz informações sobre a capital de Minas Gerais e notícias sobre a preparação para a Semana Missionária. Na seção “Perguntas Frequentes” os participantes encontram as informações necessárias para participar do evento e se inscrever como voluntário.

Da Canção Nova Notícias, com Arquidiocese de BH
Fonte:  http://www.jovensconectados.com.br/noticias/noticiasdestaques/1690-arquidiocese-de-bh-lanca-site-da-semana-missionaria-

Não nascemos cristãos, tornamo-nos cristãos pela graça de Deus!

A Voz do Pastor 
 

8.A IGREJA É UMA COMUNIDADE DE FIÉIS, mas poucos conseguem experimentar tal pertença, daí a necessidade de favorecer a organização da Paróquia em Comunidade de comunidades, onde seus membros cresçam e vivam a fé, abertos ao conjunto da paróquia e da Região (DAp 304-310). Compete ao Bispo e aos Presbíteros serem os primeiros a buscar as soluções através de uma reflexão séria, conclusões postas em prática por todos e oração constante a Deus, pois o Espírito Santo é o primeiro protagonista de toda a verdadeira ação pastoral.

9.“A IGREJA É COMUNHÃO da qual as paróquias são células vivas da Igreja e lugares privilegiados em que a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e de sua Igreja. Encerram inesgotável riqueza comunitária porque nelas se encontra imensa variedade de situações, idades e tarefas. Sobretudo, hoje, quando as crises da vida familiar afeta a tantas crianças e jovens, as Paróquias oferecem e devem oferecer espaço comunitário para que seus membros se formem na fé e possam crescer pessoal e comunitariamente” (DAp 304), para chegarem a ser discípulos missionários de Jesus Cristo.

Com as bênçãos e a estima de
+ Joaquim Justino Carreira
Bispo Diocesano

Fonte: http://diocesedeguarulhos.org.br/site/index.php/nao-nascemos-cristaos-tornamo-nos-cristaos-pela-graca-de-deus/

IBGE divulga dados, CERIS mostra "Igreja viva"


simbolosJMJDe acordo com o Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os católicos permanecem sendo maioria, embora haja uma maior diversidade religiosa da população brasileira. Os dados mostram que 64,6% da população professa a fé católica, havendo 72,2% de presença neste credo no Nordeste, 70,1% no Sul e 60,6% no Norte do país. A proporção de católicos foi maior entre as pessoas com mais de 40 anos, chegando a 75,2% no grupo com 80 anos ou mais.

A análise mostra que outros 22,2% da população são compostos por evangélicos, 8% por pessoas que se declaram sem religião, 3% por outros credos e 2% por espíritas.

CERIS mostra “Igreja Viva”

O Censo Anual de 2010 realizado pelo Centro de Estatística e Investigações Sociais (CERIS) — entidade brasileira de pesquisa religiosa fundada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) — revelou uma “Igreja Viva”. É o que afirma a análise sociológica da evolução numérica da presença da Igreja no Brasil, feita pelo sociólogo Padre José Carlos Pereira, que também é colaborador do CERIS:

De acordo com o sociólogo, os dados apontam para o aumento do número de paróquias e para a criação de novas dioceses, mostrando uma Igreja em constante crescimento:

“Os teóricos da secularização dizem que a religião está fadada ao fracasso, mas o que vemos é o contrário, pois à medida que surge a necessidade da criação de mais paróquias e estas de serem setorizadas, ampliando, assim, o seu alcance, supõe-se que os resultados são de uma maior adesão religiosa, inclusive de pessoas afastadas”, especifica o texto.

O centro de estatísticas também apontou um crescimento considerável em relação às vocações sacerdotais e religiosas, confirmando no Brasil a tendência do aumento do número de sacerdotes diocesanos e religiosos no mundo — conforme divulgou o Setor Estatístico do Vaticano, na semana passada, ao afirmar que o número passou de 405 mil para 413 mil.

“O quadro geral mostra uma vitalidade da religião católica, por meio de um borbulhar de novas modalidades, ou novas formas de viver a fé católica, por meio das novas comunidades, novos movimentos eclesiais e da volta às origens dos ideais das primeiras comunidades cristãs, que tem refletido outro quadro estatístico, que é da evolução do número de presbíteros entre os anos de 1970 e 2010, conforme vemos na atual planilha do CERIS.Isso indica um retorno ao catolicismo dos afastados, mas também uma identificação maior daqueles que já praticavam o catolicismo, mas não se sentiam muito firmes, identificados com a doutrina católica. Sendo assim, por mais que se diga que houve aumento no número dos que se dizem sem religião, ou que cresceu o interesse e as adesões a novos grupos religiosos e a novas igrejas, a Igreja Católica se revela ainda mais estruturada e em franca expansão, com seus empreendimentos missionários como, por exemplo, os que foram propostos pela Missão Continental”, destaca a redação da análise.

Alguns números da pesquisa

Paróquias
Os dados revelam um crescimento vertiginoso no número de paróquias entre os anos de 1994 a 2010, em diversos Regionais da CNBB, com destaque para os regionais Leste 2 (de 1.263 para 1.722) e Sul 1 (de 1.651 para 2.431) , que correspondem ao Estado de Minas Gerais e Espírito Santo (Regional Leste 2) e ao Estado de São Paulo (Regional Sul 1), que são os dois maiores Regionais em número de paróquias e de contingente populacional.

Padres
Em 2000 eram 16.772 padres. Em 2010 chegou a 22.119 padres. A distribuição de padres por habitantes é outro fator levantado pela pesquisa. Em 2000 havia pouco mais de 169 milhões de habitantes e para cada sacerdote eram 10.123,97 habitantes. Dez anos depois havia aproximadamente 190 milhões de habitantes e cada padre teria o número de 8.624,97 habitantes.

A concentração do clero por regiões brasileiras, segundo a pesquisa do CERIS, mostrou que havia uma concentração maior na região sudeste em detrimento das outras regiões. Do total de padres no país a região sudeste concentrava quase metade dos sacerdotes, com 45%. O sul ficava com um quarto da população de padres, 25%, o nordeste 16%, o centro-oeste apenas 9%. Já o norte seria a região com menos padres, apenas 3%.